quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Moralistas em fúria

Na quarta-feira, em Coimbra, o ministro Nuno Crato disse que "o que não pode acontecer é os alunos fazerem os exames quando lhes apetece". "Estamos a prejudicar todos com isso. Estamos a prejudicar o processo de entrada no ensino superior e o funcionamento das escolas". Ai estamos? Porquê? A capacidade instalada continua a mesma, os professores até trabalham mais dias no ano. Mas o poder caiu nas mãos de loucos furiosos com tiques moralistas. Resultado: três ou quatro exames nacionais realizados numa única semana. Os moralistas decidiram que todos os candidatos a exame no ensino secundário têm que fazê-los todos na 1.ª fase. O que é que se ganha com isto? Nada. E o que é que se perde? Chumbos que representam todos os sacrifícios em vão de pais que investiram em dar um futuro aos seus filhos. Menos ingressos no ensino superior num contexto de desemprego que afecta mais de 1 em cada três jovens. O objectivo é o de sempre: redução de despesa. Os despedimentos nas universidades e politécnicos vêm já a seguir.

Vagamente relacionado: o cancelamento da visita do Presidente da República à Escola Artística António Arroio, em Lisboa, onde acompanharia os secretários de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, e do Ensino Básico e Secundário, Isabel Leite, deveu-se, segundo o assessor da Presidência para a Comunicação Social, a “um impedimento” relacionado com a função presidencial. A visita decorreu em ambiente de protesto.

4 comentários:

Lambreta disse...

Com toda a certeza gases provocados pelos feijões que a Maria cozeu ontem para o Aníbal, que anda com falta de alguma coisa...na sua santa ignorância queria tornar a voz do marido mais grave...uma voz de trovão, que transmitisse a mesma confiança que o homem do leme transmite à sua tripulação...

joshua disse...

E daí?

Anónimo disse...

Que parte é que o joshua não terá entendido....

Teófilo M. disse...

Mas onde estará a vantagem?
Alguém com um pouco de tino consegue explicar-me?