sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Menos tráfego, um serviço mais personalizado

Os vendedores de automóveis queixam-se da maior quebra de vendas de que têm memória. Os revendedores de combustíveis queixam-se da maior quebra de vendas de que têm memória. Os salários foram cortados, as portagens e os impostos aumentados e o desemprego cresceu brutalmente. As pessoas têm menos dinheiro, compram menos carros e deslocam-se menos. Em todas as cidades e estradas portuguesas se nota que há bastante menos trânsito. E, Em 2011, o valor das multas do Código da Estrada passadas em Portugal ascendeu a 85,3 milhões de euros. Trata-se de um valor superior em quase 80% relativamente ao contabilizado um ano antes (47,7 milhões). Conclusão possível: a crise está a afectar selectivamente os bons condutores e a diminuição de trânsito permite à polícia fornecer um atendimento mais personalizado àqueles nabos do volante menos roubados pelas políticas do Governo. Julgavam que se safavam, era? Ou então foi decretada a caça à multa. Pura "gestão por objectivos", na linguagem dos assaltantes.


«Mesmo garantindo não existirem ordens para que se proceda a uma caça à multa, o presidente da APG reconhece que, na GNR, podem ser feitas avaliações (aos comandantes de postos, por exemplo) baseadas em objectivos que se cumprem ou não. "Não tenho conhecimento de ordens directas nesse sentido, mas é um facto que mais resultados apresentados correspondem, muitas vezes, a mais dias de descanso".»

1 comentário:

bombista não-suicida disse...

este país não é para gente séria...