sábado, 11 de fevereiro de 2012

Mais de 300.000 CGTP (Contra um Governo de traidores da Pátria)


Com o Terreiro do Paço transformado no “terreiro do povo” contra as medidas de austeridade, Arménio Carlos reclamou hoje na sua primeira manifestação como secretário-geral da CGTP a presença de mais de 300 mil pessoas na Praça do Comércio, em Lisboa, naquela que diz ser “a maior manifestação dos últimos 30 anos”. "O FMI não manda aqui" foi a palavra de ordem ouvida durante o discurso do líder da CGTP, que defendeu a renegociação da dívida porque o país precisa "que lhe tirem a corda da garganta". A central sindical vai reunir o Conselho Nacional na próxima quinta-feira e decidir aí novas formas de luta, tendo em conta a mobilização desta manifestação. Este foi apenas o primeiro dia de muitos, um ponto de viragem na rota de descalabro imprimidos por PSD, CDS e PS. A contestação vai - tem que - subir de tom. (foto: esquerda.net)

2 comentários:

meirelesportuense disse...

Estou medianamente satisfeito com esta Manifestação, pensei que a população se juntasse mais, é preciso dar corpo à indignação...Eu sei que o adversário joga bem, ao não retirar os subsídios aos trabalhadores do sector privado criou uma bolsa numerosa de algum apoio ou melhor de menor contestação, porque muitos pensam que o mal vai cair apenas sobre os outros. Por outro lado, embora já se sintam o acréscimo do IVA em muitos produtos ainda não estivemos em sede de IRS, muitos dos afectados não foram ainda cerceados do subsídio de férias -só lá para Junho- e portanto ainda é cedo para fazer um balanço adequado...Depois se as coisas correrem como parecem estar a correr -isto é a crise acentua-se sem diminuir o défice- então eles vão ao bolso dos restantes trabalhadores -os outros ficam de fora como já percebemos- e aí as sensibilidades vão-se dilatar!...Chegados a esse momento -que eu sinceramente racionalmente não desejo porque isso equivale a dizer que vai ser terrível- veremos o que valem estes governantes.

Filipe Tourais disse...

As manifestações deixaram há muito de me entusiasmar. Acho importante que as pessoas se manifestem, mas, se depois esta mobilização toda não tiver tradução eleitoral, como tem acontecido, depois voltamos ao mesmo, novas manifestações e novas vitórias dos carrascos que as inspiram.