sábado, 11 de fevereiro de 2012

Gostei de ler: "A direita, a traição e as putas"

«Em 1383, o grosso da nobreza, principalmente a detentora do morgadio, tomou o partido de João de Castela. Em 1580, repetiu-se o filme, desta vez apoiando o rei Filipe. Em 1640, saem a correr 40 aristocratas, em desespero, porque a populaça andava a fazer alterações nas ruas, não apenas contra o rei Filipe III mas já contra todo o poder que a empurrava para a absoluta miséria.


Ainda podia acrescentar uns episódios oitocentistas. É sempre assim, a nossa direita anda sempre com a pátria na boca mas trai por tradição Portugal quando chega a hora da verdade.


Recordo isto na semana em que dois pré-ocupantes alemães começaram a verbalizar o que se vai seguir: humilhação internacional de Portugal através da sua máquina de propaganda, até ao estádio grego actual e o que se vai seguir.


O silêncio da nossa direita (nem toda, é verdade, mas da maioria) tem o ensurdecedor rufar da História. Sempre as putas do costume.» - João José Cardoso, no Aventar.


«No discurso da tomada de posse dos órgãos concelhios do CDS-PP/Porto, e na qualidade de presidente do partido, Paulo Portas, salientando a relevância do 1.º de Dezembro para o CDS-PP, afirmou que este dia “pode deixar de ser feriado, porque não há nada mais patriótico do que trabalhar um pouco mais para salvar o país da situação difícil em que está”.“Mas aproveitemos a ocasião para que passe a ser comemorado nas instituições da República portuguesa”, defendeu, acrescentando que o facto de “ser feriado não quer dizer que seja comemorado”.» (Sapo)

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