segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Custe o que custar

De acordo com os dados da execução orçamental do primeiro mês do ano, divulgados hoje pela Direcção-Geral do Orçamento, o défice do Estado foi de 327 milhões de euros em Janeiro. A receita fiscal caiu 7,9%, para 2.606,3 milhões de euros, o que a DGO explica com a “variação negativa de 18,8% dos impostos directos”, ou seja, IRS (a espelhar o aumento do desemprego e cortes salariais) e IRC (a reflectir a diminuição da actividade económica e a antecipação permitida de distribuição de dividendos para Dezembro de 2011), e a “variação positiva de apenas 0,5% dos impostos indirectos”, onde se inclui o IVA, que recentemente foi aumentado drasticamente. Com o consumo em mínimos, em especial o das famílias, só por um mero acaso é que as receitas do IVA não diminuiram também. A austeridade, que nunca resultou em lado nenhum, obviamente que também não vai resultar em Portugal.

2 comentários:

Vítor Fernandes disse...

Só não é óbvio para crânios oriundos da Inglaterra e blogers canadianos.

Eduardo Miguel Pereira disse...

Mas é tudo tão óbvio, não é ?
Que raio ! mas como é que alguém vota nesta gente ?