segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

And the winner is

No Ministério da Justiça, mais especificamente no gabinete da senhora Ministra, sentia-se uma falta de pessoal na área de informática que impedia o regular funcionamento do serviço. Após criteriosa selecção de candidatos entre os vários da família Negrão que se perfilavam, depois de não menos aturada pesquisa quanto aos meios disponíveis, simultaneamente, para suprir tal carência e para premiar o mérito de ostentar tão qualificado apelido, aqui vai disto: quase 4000 euros mensais por um período automaticamente renovável, sem esquecer o direito a subsídio de férias e de Natal, subsídio de refeição e as despesas de representação a que têm direito os cidadãos desta nobre condição. Ande the winner is:


«Despacho nº 1210/2012.


1 — Nos termos do disposto no nº 3 do artigo 2º do Decreto-Lei nº 262/88, de 23 de Julho, nomeio o licenciado Ricardo José Galo Negrão dos Santos, para realizar estudos, trabalhos e prestar conselho técnico ao meu Gabinete no âmbito da área da informática e das novas tecnologias, pelo período de um ano, renovável automática e tacitamente por iguais períodos, podendo a presente nomeação ser revogada a todo o tempo.


2 — Ao nomeado é atribuída a remuneração mensal correspondente a 3.892,82 euros, acrescida dos subsídios de férias e de Natal de igual montante, subsídio de refeição, bem como das despesas de representação fixadas para os adjuntos dos gabinetes dos membros do Governo. O presente despacho produz efeitos a 1 de Janeiro de 2012.


19 de Janeiro de 2012. — A ministra da Justiça, Paula Maria von Hafe Teixeira da Cruz.»


Os artistas” continua Em exibição num Diário da República perto de si.


Vagamente relacionado: Segundo o Diário de Notícias, o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, afirmou num relatório que o Ministério Público não teve meios operacionais suficientes para fazer cumprir a lei de política criminal, que define prioridades de investigação.


Ainda mais vagamente: Fernando Negrão, deputado do PSD, acredita que o Governo está disponível para alterar a legislação para que se possam redefinir prioridades, após o DN ter publicado hoje um relatório que alegava falta de meios no cumprimento da lei de política criminal.

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