domingo, 19 de fevereiro de 2012

2013 por dois canudos

Passos Coelho tem dito e repetido que Portugal “não precisa de mais tempo, nem de mais dinheiro” para cumprir o programa de assistência económica e financeira. Neste domingo, depois de, durante a manhã, ter prometido um 2013 cheio de certezas de melhorias, o seu discurso teve uma alteração lá mais para a tardinha: “nós não sabemos se precisaremos disso [algum ajustamento] ou não. Esperemos que não”. O Governo espera o que os senhores da troika mandarem esperar. Estão à espera do que os mandem fazer. Eles obedecem, como sempre fizeram. E é suposto que nós lhes obedeçamos a eles, com toda a prontidão "patriótica" para o sacrifício. Em 2012, seria 2013, em 2013 será 2015, em 2025 será 2030. Não faz mal.


O PS, sempre oportuno, também mudou o discurso. Foi assim que o desemprego, a fome, o desmantelamento do nosso edifício social, os avanços da economia do abuso no mundo do trabalho e a roubalheira das privatizações se tornaram causas menores se comparadas com… Olivença. Em 2013, Olivença ainda há-de ser nossa. Depois, será ver o país a crescer. É logo a seguir.

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