terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sobre Sócrates, esse grandessíssimo "socialista", e a sua austeridade selectiva


Um estudo da Comissão Europeia sobre o impacto das medidas de austeridade entre 2009 e Junho de 2011 indica que Portugal é o único de seis países onde as medidas de austeridade têm exigido um esforço financeiro superior aos pobres do que aquele que é pedido aos mais ricos. As medidas de austeridade originaram perdas entre 4,5% a 6% do rendimento para os 20% dos cidadãos mais pobres a residir em Portugal. No caso das famílias com filhos, esta queda foi ainda mais acentuada, resultando em perdas que podem ir até aos 9%. No extremo oposto, dos rendimentos e dos sacrifícios exigidos, encontram-se os 20% com rendimentos mais elevados, que apenas sofreram uma diminuição de 3%.


O estudo não leva ainda em consideração as medidas implementadas pela nova maioria de direita na sequência do memorando assinado com a troika, período correspondente ao reforço da política de austeridade e `a acentuação da tendência regressiva. Os seus autores indicam que, por dificuldades técnicas, não conseguem incorporar nos seus cálculos o impacto resultante dos cortes orçamentais nos serviços públicos. Outros estudos, porém, são unânimes em considerar que são os cidadãos com menores posses quem mais sofre com a degradação da qualidade dos sistemas de educação ou de saúde. (daqui)

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