terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sempre nós

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) condenou o BPN a devolver 3,584 milhões de euros, com juros desde Abril de 2006, ao Instituto Missionário da Consolata, com sede em Fátima, que, durante um ano, entregou essa quantia a um gestor daquele banco que prometia juros mais elevados do que os do depósito a prazo. O bancário utilizou antes o dinheiro para investir na Bolsa e perdeu-o. Como o BPN foi nacionalizado, será agora o Estado, todos nós, a pagar o pato. O dito gestor há-de estar a rir-se: foi condenado a 4 anos e meio com pena suspensa. E Isabel dos Santos, que dará 40 milhões por 233 balcões de um banco sem dívidas, não pode queixar-se da lentidão da Justiça portuguesa, safou-se à justa de ver o preço da sua pechincha aumentar mais de 10 por cento. Pagamos nós, outra vez. Somos sempre nós.

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