quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

R de multa

A caça à multa rendeu 250 mil euros por dia em 2010, sem que este roubo institucionalizado tenha tido grande efeito sobre a sinistralidade rodoviária que, a ter baixado, deve-o mais à redução da circulação por efeito combinado de outros roubos, no preço dos combustíveis e no que os amigos do alheio levaram em salários, com o desemprego e a redução da actividade económica. É inadmissível que a multa mais frequente, por excesso de velocidade, fixada num mínimo de 500 euros, seja superior ao salário mínimo nacional, 485 euros. AS multas deixaram claramente de ser um instrumento ao serviço da prevenção rodoviária para passarem a ser uma fonte de receitas sem retorno visível em benefício dos cidadãos.

3 comentários:

Mário Negreiros disse...

"Caça à multa" é expressão típica de povos infantis, que fazem tudo para se desresponsabilizar e que acham a Lei muito bonita... para os outros. Quando aplicada a eles (a vós) só pode ser por alguma motivação torpe.

Anónimo disse...

Não sei se por erro meu ou por não ter sido aprovado, o meu comentário não foi postado. Repito-o(de memória) aqui:
"Caça à multa" é expressão típica de um povo infantilizado, incivilizado, que, no afã de se desresponsabilizar,acha muito bonita a Lei quando aplicada ao outro. Quando aplicada a nós (vós) a Lei (ou quem a aplica) tem de ter uma motivação espúria qualquer. É uma vergonha.
Mário Negreiros (mandei como "anónimo" porque me parece mais fácil)

Filipe Tourais disse...

Não critiquei a existência de multas, embora seja da opinião que existem outras formas mais pedagógicas e mais eficazes de combater a sinistralidade. Mas que considero caça à multa o exagero dos valores face ao nível salarial dos portugueses, isso considero e só não pensará assim quem ganhe bem e tenha dificuldades em pôr-se na pele de quem ganha o salário mínimo ou pouco mais.