terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Portugal não era a Grécia, diziam eles

A previsão para 2012 das consequências do suicídio económico e social que o Governo acedeu a promover no nosso país foi revista pelo Banco de Portugal: uma redução de pelo menos 10 por cento no rendimento real das famílias far-se-á notar numa quebra de pelo menos 60 por cento do consumo privado, na destruição de pelo menos 116 mil empregos e na redução do PIB em pelo menos 3,1 por cento, com este “pelo menos” com uma probabilidade de 50 por cento de vir a ser ainda pior caso a conjuntura económica internacional se agrave e se o Governo decidir avançar com mais austeridade. É o próprio Banco de Portugal que admite que mais austeridade conduzirá a mais recessão, mas, para não ser original, face ao descalabro que prevê, admite a necessidade de medidas adicionais do mesmo sinal das que aceleraram o cataclismo por si anunciado. Por agora, como em todas as vezes anteriores, o Governo jura a pés juntos que não ocorrerão. Acredite quem quiser.

1 comentário:

bombista disse...

...eu não acredito, nem no pai natal...