sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os fazedores de cataclismos

Dados do Eurostat, divulgados esta Sexta-feira, mostram que, enquanto a taxa de desemprego da zona euro estabilizou em Novembro, em Portugal voltou a subir, e atingiu mesmo um novo máximo histórico: 13,2%, o que corresponde a cerca de 731 mil pessoas sem trabalho.


Se os 120 mil portugueses que se estima tenham emigrado no último ano tivessem permanecido no país, este número aumentaria para a vizinhança dos 850 mil desempregados e a taxa de desemprego rondaria os 15,1 por cento. Mas também é verdade que, caso houvesse mais 120 mil portugueses a fazerem a vontade ao Governo, toda a sua incapacidade quantificada quer no novo recorde de desemprego, quer na aceleração do ritmo a que cresce, seria rapidamente transformada na glória de terem feito diminuir a taxa de desemprego para uns estupendos 12.8 por cento: de forma alguma se debelaria o flagelo social que varre o país.


Para se ter uma ideia, para que a taxa de desemprego portuguesa igualasse os 10,3 da média da zona euro (apesar de mais baixa, também uma catástrofe), seria necessário que mais 150 mil portugueses se tivessem juntado aos 120 mil que emigraram em 2011. Seriam 270 mil.


Segundo os dados hoje divulgados pelo EUROSTAT, a taxa de desemprego entre os jovens é de 30.7%. Leu bem.

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