segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Estes camaradas

Um blogue de referência, o 31 da Armada, critica um jornal de referência, o Público, pelas contas feitas quanto à comparabilidade entre as nomeações de Passos Coelho e as de José Sócrates nos primeiros sete meses de governação. Nenhuma das duas referências - e uma delas até teve direito a réplica da outra - alude ao facto de as leis orgânicas dos ministérios, reduzidos pela demagogia para mostrar poupança à populaça, terem sido publicadas muito recentemente e delas dependerem as nomeações. Talvez não seja importante para as brasas, respectivamente, da douta vassalagem e da venda de notícias-choque, mas aqui fica este detalhe de referência com pretensões assumidamente descontaminantes.


Recentrando a questão: Sócrates fez muitas nomeações, Passos fez muitas nomeações e, apesar de nada se ter alterado quanto à instrumentalização da Administração Pública pelas clientelas partidárias, há quem - e logo estas duas referências - se entretenha a fomentar o debate estéril em torno da disputa entre quem nomeou mais e quem nomeou menos, para que continuemos cada vez mais na mesma. Ambos nomearam muito, demasiado, e nenhum é melhor porque o outro foi - ou é - pior. Muito obrigado pela preferência.

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