segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Conforme rezava o guião

“Será lógico que comecemos agora a ouvir o lixo a dizer mal do lixo que até aqui foi um deus que tinha sempre razão. O lixo vai desesperadamente tentar varrer para evitar ser varrido. E seria muito mais útil que, em vez de alinhar em jogos florais que nada nos beneficiam, o nosso lixo doméstico aproveitasse esta deixa para reivinindicar outro caminho para Portugal que não a imposta - e mais do que obedientemente aceite - austeridade que nos destrói a cada dia que passa.” Escrevi-o no passado Sábado, logo a seguir a um responsável da S&P ter justificado o novo downgrade do rating de Portugal com a austeridade e a falta de estratégia das lideranças europeias. E cá está. Passos Coelho diz que a S&P usou o corte para fazer política. Os cortes anteriores foram usados para fazerem o quê? Para imporem uma agenda política de austeridade. A austeridade que usam para enriquecer uma minoria empobrecendo a maioria e que, precisamente por esse motivo, não querem abandonar.

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