terça-feira, 31 de janeiro de 2012

A austeridade e o desemprego, ainda sem "regra de ouro"

Segundo dados divulgados hoje pelo Eurostat , Portugal terminou do ano passado com uma taxa de desemprego oficial de 13,6 por cento, mais 0,4 por cento do que no mês anterior e novo recorde de sempre, que se prevê venha a ser sucessivamente batido ao longo deste ano.


O valor hoje divulgado, num momento em que o desemprego estagnou em toda a zona euro nos 10,4 por cento, traduz-se em quase 800 mil pessoas sem trabalho, segundo os dados da população activa do INE relativos a Setembro, mas deverá já exceder o milhão de pessoas se forem contabilizados os desencorajados e outras situações não contabilizáveis à luz da definição oficial de desemprego.


O nobel da economia Paul Krugman diz que o que é enfurecedor nesta tragédia é que era completamente desnecessária”. Segundo explica, há cerca de meio século, qualquer economista ou qualquer estudante que tivesse lido Economics, de Paul Samuelson, poderia dizer que austeridade em cima de uma depressão era “muito má ideia”. Mas agora “decisores políticos, analistas e muitos economistas decidiram, em grande medida por razões políticas, esquecer-se do que antes sabiam”, e “milhões de trabalhadores estão a pagar o preço por esta amnésia intencional”. Ler aqui.

2 comentários:

Eduardo Miguel Pereira disse...

E é com estes desempregados todos que vamos "puxar" pela economia do país ?

Francamente !

Esta gente do PSD/CDS conduz-nos a todo o vapor para uma calamidade sem igual na já longa história de Portugal.

E preocupa-me, sobretudo, ver e sentir muito comodismo, muito pouca intervenção social, por parte do nosso Povo.

Filipe Tourais disse...

Não percebeu, Eduardo. E eu também não. Eles estão na "zona de conforto". Cabe-lhes sair de lá pelo próprio pé e ao Governo massacrá-los com austeridade e mais austeridade.