domingo, 8 de janeiro de 2012

As virgens também se ofendem

O Domingo é, para muita gente, um dia de devoção às virgens. O de hoje contou com a aparição de uma virgem ofendida no meio de um presépio humano. Queixava-se, a dita, das seis personalidades com fortes ligações aos partidos do Governo que apareceram com nomeações garantidas nos órgãos sociais da empresa que acabam de vender, segundo esta virgem, uma contrapartida do negócio e mais uma promessa de campanha de Passos Coelho que foi quebrada. Dou-lhe toda a razão. Porém, tratando-se de António José Seguro, líder de um partido com uma quase secular tradição em tramóias em tudo iguais a esta, a virgem estaria apenas a queixar-se de não ter sido o PS a conduzir o negócio da concessão de uma renda vitalícia, a pagar por todos nós, a uma empresa estatal estrangeira e de os boys e girls em causa não serem da sua cor. Segundo a própria, “a operação de privatização da EDP até estava a correr bem”: a esperança de ver um nome socialista no grupo de agraciados com as boas vidas proporcionadas pelas tarifas exorbitantes que sobrecarregam as famílias e a competitividade da economia portuguesa foi a última a morrer.

2 comentários:

Anónimo disse...

Com a mentalidade do português nunca sairemos da cepa torta. Vota-se no PS ou PSD ,ou então nâo se vota ,esta é a ideia. Todas as outras forças políticas são extremistas. O resultado ao fim de 30 anos levou-nos ao ponto em que estamos.

Guilherme Antonio Morgado disse...

Há que agradecer o "trabalhinho" de feito pela trupe pouco aconselhável Catroga, Cardona, Teixeira Pinto, Rocha Vieira e Braga de Macedo, durante o ultimo governo de Sócrates. Realmente não há almoços de borla!