segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Apenas para ITontos


A Apple aproveitou o início do ano para se publicitar através da mistificação do génio de Steve Jobs e “facultou” à Associated Press o acesso ao “ultra-secreto arquivo da Universidade de Stanford”. A AP não enjeitou a oportunidade de vender a notícia da descoberta nas prateleiras daquele oráculo da tecnologia de, entre outros, um IPhone e de um IPad desenhados na década de 80. Acreditar que estavam lá mesmo já é difícil. Mas, admitindo que sim, se funcionavam ou não ou se eram apenas um objecto decorativo são detalhes irrelevantes para os consumidores deste tipo de “notícia”, tal como a tecnologia e o tamanho (enorme), a capacidade (reduzidíssima), a velocidade (nula nos padrões actuais) e o preço (astronómico) das placas de memória e dos processadores na década de 80 serem a confirmação de que o IFraud é o novo produto da Apple pós-Jobs. É muito mau sinal que se exponham desta maneira a uma mentira tão evidente..

5 comentários:

Bruno Santos Ribeiro disse...

Ja vi muitos artigos interessantes no vosso blog. Pena é quando se desviam daquilo que percebem melhor para entrarem em assuntos de que nitidamente nao percebem nada. Fiquem-se pela política que ficam muito bem.

Filipe Tourais disse...

Explique lá, Bruno, que é para aprendermos consigo. Ainda não foi desta vez que escrevi sobre o que não sei.

Bruno Santos Ribeiro disse...

Aprender? Eu nao estou aqui para ensinar ninguém tanto mais que a informática nao é o meu forte mas negar que Jobs, Woszniak e a Apple deram um contributo enorme para o avanço da tecnologia moderna é negar uma realidade evidente. Steve Jobs estava muito à frente do seu tempo e os outros limitavam-se a copia-lo. E ja agora nem imagina o orgulho que tenho em ser Itonto.

trilhos disse...

bem, é a primeira vez que por aqui passo, mas, fico reticente, quando leio isto do autor: "Ainda não foi desta vez que escrevi sobre o que não sei."

Vou dar mais uma vista de olhos para "riscar do mapa" ou voltar novamente...

Filipe Tourais disse...

OK, pelas suas palavras, Bruno, pensei que era o seu forte. Pois saiba que é um dos meus. Não foi meu propósito pôr em causa a genialidade de Steve Jobs, apenas dizer que, pelos motivos apontados no post e por outros que optei por deixar de fora para não o tornar longo e maçador, a notícia é impossível que seja verdade. Já agora, sobre a genialidade, com certeza que saberá que a Apple tem perdido imensos processos por copiar ideias dos outros. Eu prefiro não idolatrar ninguém, apenas valorizar. É mais sensato.

Ao Trilhos, surpreende-me a sua surpresa sobre não escrever sobre o que não sei.