Numa partida em que esteve em desvantagem pela primeira vez nesta Liga, e logo por duas ocasiões, o empate obtido pelo Benfica esta noite no Dragão acaba por ser saboroso. O Porto esteve melhor na primeira metade, convertendo uma de três oportunidades que teve para marcar, contra nenhuma dos encarnados. O Benfica, que não averbou um único remate durante todo o primeiro tempo, abriu a segunda parte com um golo de Cardozo, mas o empate foi imediatamente desfeito pelo Porto passados dois minutos. Depois, mandaram o físico e as substituições. O Porto foi desaparecendo em campo e a equipa ficou a perder com as entradas dos homens que saltaram do banco, ao contrário do Benfica, que foi progressivamente tomando conta dos acontecimentos, sobretudo a partir das alterações operadas na equipa por Jorge Jesus. Com naturalidade, o golo de Gaitan lá apareceu, pouco antes dos 90. Sofremos mas empatámos, carago!
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Uma auditoria é demasiado pouco para tantos jardins
Estava tudo a correr quase bem. O Governo até avançou com uma proposta que facilitará o despedimento de todo e qualquer trabalhador que acorde com uma inadaptação súbita ou que não consiga cumprir objectivos melhor imaginados pelo seu patrão e outra que reduz para metade o valor do trabalho suplementar. E eis que lá aparece outra vez aquele Alberto João a estragar tudo, a admitir que o valor da dívida da Madeira equivale ao da delinquência banqueira do BPN, àqueles mais de 5 mil milhões que, em capítulo anterior, “para salvar a Pátria”, fomos convocados a pagar. O Governo terá agora que flexibilizar ainda mais os despedimentos e tornar obrigatória a regra do voluntariado nas horas extraordinárias que, mercê da quase ausência de fiscalização, já fortalece a solidez financeira de grande parte do nosso tecido empresarial.
Mas o que é que uma coisa tem a ver com a outra? O mesmo que o desbaste que está a ser promovido nos salários e nos direitos laborais tem que ver com o argumento que o justifica, a situação das contas públicas do país: nada. E aceitar mais impostos, mais desmantelamentos de serviços públicos, mais cortes nas prestações sociais, mais vendas ao desbarato de património público e a terraplanagem dos nossos salários e direitos, longe de ser uma solução, é aceitar continuar a alimentar os desvarios de um poder que não está em boas mãos.
Quantos serão, afinal, os nossos Jardins? Demasiados para apenas uma só auditoria. O problema da Madeira tem que ser resolvido, é verdade, mas é apenas uma parte de outro, muito mais vasto. Alberto João foi impotente para travar a auditoria que está a resultar na sua exposição ao julgamento público. O mesmo julgamento que evitam os três partidos que têm poder quanto baste para adiar cine dia a auditoria à totalidade da nossa dívida. E a Madeira mostra como urge fazê-la para, aí sim, finalmente começarmos a reconstruir o que continua a ser consumido no banquete do clube de compadres que, à vez, mandam no Continente há tanto tempo como o auditado e até agora conviva reina na Madeira. Sentimo-los a passearem-se sobre os nossos sacrifícios. E pesam. Sem o travão de uma auditoria,pesarão cada vez mais.(editado)
O momento da verdade e uma fraude chamada Barack Obama
“Este é o momento da verdade”, disse o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, no acto de entrega do pedido de adesão às Nações Unidas do estado palestiniano ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. “O nosso povo espera as respostas do mundo". No discurso, Abbas lembrou aos países membros que, há um ano, a ideia do reconhecimento do Estado palestiniano motivara uma vaga de optimismo e adesão - como que a dizer que este é o momento de cobrar essa reacção. Prosseguiu acusando Israel de continuar a ocupação, de continuar a construir colonatos e de não querer "negociar de acordo com o direito internacional". Lembrou que, pela manhã, e perante confrontos entre palestinianos e israelitas perto do colonato de Nablus -, ambos os lados atiravam pedras - os militares israelitas dispararam e mataram um palestiniano. Abbas prosseguiu dizendo que o passo palestiniano "não visa isolar ou deslegitimizar Israel".
Israel reagiu imediatamente. "Lamentamos profundamente, a única forma de existir um estado palestiniano é através das negociações", disse à AFP Gidi Shmerling, porta-voz do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. "Na nossa opinião, a única via para uma verdadeira paz são as negociações, não actos unilaterais", acrescentou. Negociações eternas.
Meritocracia recorrente
Os estudantes do ensino recorrente podem completar o secundário num ano e estão dispensados dos exames nacionais. Muitos acabaram com média de 20 e entram nas faculdades com facilidade, passando à frente daqueles que fizeram o ensino regular. Dirigentes escolares falam em situação "escandalosa" mas a situação é legal. O Chico-espertismo não apenas se aprende na escola, também se decreta.
Bem como manipular
“A maioria PSD e CDS-PP, bem como o PCP e o BE, aprovou, hoje, na generalidade, os projectos que criminalizam o enriquecimento ilícito e chumbaram a iniciativa do PS., lê-se aqui. Repare-se no “bem como”. BE e PCP, que há séculos vêm exigindo a criminalização do enriquecimento ilícito, aparecem a reboque precisamente daqueles que sempre foram um obstáculo a esse intento.
