quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Chamam-lhe "calmantes para mercados"

O Governo grego acaba de anunciar um corte de 20% nas pensões superiores a 1200 euros e um sistema de mobilidade para funcionários públicos que prevê despedimentos e cortes salariais de 60 por cento. O Governo português também está a trabalhar numa mobilidade semelhante, estando igualmente prestes a avançar com a descapitalização da Segurança Social através de um corte “significativo” na TSU. Ontem, o Primeiro-ministro admitiu mesmo eliminá-la durante um ano, um passo firme para acelerar o nosso processo de convergência com a Grécia. Dizem que os mercados se acalmam quando a miséria e o desemprego alastram e quando se rouba a quem trabalhou uma vida inteira e já não está em condições de fazer estardalhaço nas ruas.

Eu entretenho, tu pagas, ele rouba

O procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, que há muito sabia de tudo, decidiu agora, e só agora, mandar abrir um inquérito crime para investigar o caso da ocultação de dívidas públicas na Madeira.

Outra bomba do humorista

Fica bem a Medina Carreira defender, como ontem o fez, que os governantes dos últimos dez anos deveriam ser julgados pelo estado em que deixaram o país. E serve bem o propósito de relativizar o despautério do reinado de Alberto João Jardim NO "SEMPRE FOI ASSIM", sem correr o risco de quebrar aquela regra segundo a qual as vozes de burro nunca chegam ao céu. Senão, vejamos: o julgamento proposto pressupõe uma auditoria à dívida que revele quem deve quanto e a quem; e a quem sempre se junta o nosso justiceiro de pacotilha quando ouve a proposta, que o Bloco de Esquerda mantém, de auditar a nossa dívida? Pois. Ao coro que entoa aquela do “radicais de esquerda”, “utópicos”, “irresponsáveis” e o diabo a quatro. Alberto João Jardim não foi o único a falsear as contas públicas? É verdade. Mas se a dívida da Madeira não tivesse sido auditada, como está a ser, não seria através do Medina-carreirismo que alguma vez chegaríamos à certeza QUE HOJE TEMOS, COM QUANTIFICAÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DE BENEFICIÁRIOS , DE que o dinheiro dos nossos impostos serviu outros propósitos que não aqueles que justificam o sacrifício que fazemos de os pagar.

Acordar, lá e cá

No Funchal, uma senhora foi para a maternidade para ter dois bebés gémeos: 1 rapaz e 1 rapariga. Em homenagem à sua terra natal, ela chamou a menina de Madeira e o menino de João Jardim. O Presidente do Governo Regional, ao saber da notícia, foi visitar a mãe e bebés. Ao chegar, a Sra. estava a dar peito ao menino e o Sr. Jardim tenta agradecer pela linda ideia dos nomes. A Sra. interrompe-o e diz baixinho: - Chiiiiuuuu!!! Se a Madeira acorda o João Jardim não mama mais! (retirado da caixa de comentários ao post anterior)