Em duas versões da mesma notícia, aqui, aparece o “detalhe” da denúncia de Eugénio Fonseca, Presidente da Cáritas portuguesa, Segundo o qual as alterações ao Rendimento Social de Inserção implicaram a perda da prestação por parte de muitas “pessoas que não eram fraudulentas”. Aqui, apesar de ser uma peça bastante mais alargada, a crítica àquele que desde sempre foi um dos combates emblemáticos dos dois partidos do Governo desapareceu. A constatação de que as políticas de combate à pobreza deram lugar a um combate feroz aos pobres ter-se-á perdido no filtro. O direito a um mínimo de dignidade foi substituído pela humilhação de ter que pedir uma esmola. Será segredo?
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
A máfia também sabia de tudo
O Presidente da República, que [continua em silêncio]e hoje analisa com o primeiro-ministro o caso das "dívidas ocultas" da Madeira, inteirou-se da situação financeira da região durante as audiências concedidas aos partidos no final de Julho, antes de marcar a data das eleições regionais. A "grave" omissão de dívidas, que a Procuradoria-Geral da República vai mandar analisar, era também do conhecimento dos representantes do Ministério Público junto da secção regional do Tribunal de Contas (TC) da Madeira. (daqui) Qualquer semelhança com a Grécia será mera coincidência. O poder em Portugal não está nas mãos de uma associação de malfeitores. Somos governados por exemplos impolutos de responsabilidade, que gozam de total governabilidade e exercem o poder com o maior sentido de Estado. O povo vota e paga. E eles mandam.
A bola e o creme
Na Alemanha, são cada vez menos os adeptos da bola de Berlim (a CDU encolheu pela sexta vez) e os viciados no creme enjoaram-se (a CSU quase desapareceu). Assim é que se eliminam as gorduras dos Estados.
