Cristiano Ronaldo explicou uns apupos recebidos com a inveja despertada por ser bonito, rico e um grande futebolista. Pedro Passos Coelho e Paulo Portas têm apupos agendados para breve. Por serem meninos bonitos da Sra. Merkel, por representarem os interesses dos ricos e por serem uns grandes ______ __ ____. (completar)
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
A austeridade resulta sempre (nisto)
No segundo trimestre do ano, a taxa de desemprego na Grécia subiu para 16,3%, o valor mais elevado dos últimos treze anos, segundo dados hoje divulgados pela autoridade estatística helénica. Nós, portugueses, estamos no bom caminho, mas ainda temos que aceitar mais alguns sacrifícios para ultrapassar os gregos.
Gostei de ler
Daniel Oliveira - Enquanto falamos das migalhas, há quem se prepare para distribuir o bolo - Expresso
Ontem o País entreteve-se a falar do corte de 1712 lugares dirigentes na administração central e da extinção de 162 entidades públicas . Tudo isto diz-me pouco. Depende dos lugares e das entidades, se são úteis ou inúteis. Mas soa bem nos telejornais. Se são dirigentes, se são entidades e se são do Estado em princípio é mau, é o raciocínio no ambiente geral em que vivemos. Parece que o governo anterior cortou 1.812 cargos dirigentes superiores e intermédios e extinguiu 227 organismos públicos . E?
A coisa pode render cem milhões de euros. É impressionante como conseguimos perder tempo com o acessório. Os cortes que a troika exige são de tal magnitude que estamos a falar de trocos para dar boas notícias. Assim parecerem benignos. Para parecer que é mesmo nas "gorduras do Estado" - adoro esta linguagem dietética, que tanta gente repete sem pensar no que está a dizer - que se está a cortar. Os cortes que a troika exige - e que quem domina a Europa e as instituições que representam os interesses financeiros defende - só podem, pela sua dimensão, ir aos três principais destinatários das despesas públicas: saúde, educação e prestações sociais. Sozinhos, eles ficam com grande parte do bolo da despesa pública.
Podemos perder muito tempo com floreados, cargos dirigentes para aqui, despesas intermédias para acolá. O objetivo da ideologia da austeridade, que pretende tirar dos cidadãos para dar aos privados, é atacar estes três pilares fundamentais do Estado Social para os entregar a quem sabe que ali estão, por serem bens essenciais, negócios demasiado apetitosos para serem direitos universais e gratuitos.
É nisto que temos de falar. Mas é disso que o governo e os seus ideólogos querem falar menos. Porque quando falamos de reforma, de hospital público ou de escola pública tudo fica a parecer mais feio. Custa dizer que a segurança na velhice e o direito à saúde e a uma educação decente para todos são "gorduras", não custa? Mas enquanto discutimos as migalhas há quem vá preparando a distribuição do bolo.
Vistos com v de vergonha
O ministro angolano das Relações Exteriores, Georges Chicoti, em visita oficial a Portugal, assina hoje com o homólogo português, Paulo Portas, um protocolo que irá facilitar a emissão de vistos. Os dois regimes puseram-se tacitamente de acordo em não deixar que os graves atropelos aos direitos humanos ocorridos em Angola nas duas últimas semanas estragasse o ambiente festivo da concretização formal da troca de um silêncio que envergonha 10 milhões de portugueses pela agilização da concessão de vistos que facilita a vida a algumas centenas. Com a contestação a aumentar também nas ruas portuguesas, o aprofundamento da cooperação entre as duas democracias bem poderia passar pelo envio de uma delegação de técnicos nacionais a Angola composta por polícias e magistrados para frequentarem um curso intensivo de especialização em repressão. É bom recordá-lo, Portugal já deu cartas na matéria, mas o desinvestimento verificado nos últimos 37 anos obrigam agora a uma rápida recuperação do tempo perdido.
