quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A diplomacia portuguesa continua caladinha

A polícia angolana impediu a tiro a realização de uma manifestação em frente à embaixada dos EUA, em Luanda, segundo testemunhos ouvidos pela agência Lusa e pelo “Jornal de Notícias”. Durante a manhã, já tinham sido detidas várias pessoas junto ao tribunal onde estão a ser julgados 21 jovens presos no sábado, num protesto contra o Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.


Os eurodeputados do Bloco de Esquerda Miguel Portas e Marisa Matias questionaram, esta terça-feira, a chefe da diplomacia europeia sobre a "repressão policial da manifestação de sábado" em Luanda, bem como sobre o "estado, número, paradeiro e condições de prisão dos detidos". O Governo português continua mudo, apesar das agressões de que foram vítimas alguns jornalistas portugueses que ali faziam o seu trabalho no passado Sábado.

Aulas práticas sobre voto útil: gordura e magreza



Menos escolas, menos professores contratados e menos dinheiro para gerir. As contas sobre o arranque do novo ano lectivo fazem-se sobretudo com subtracções. Menos 297 escolas do 1.º ciclo, menos 5000 professores contratados e menos 506,7 milhões para gerir, dos quais cerca de 279 milhões serão retirados ao básico e ao secundário e à formação de adultos. (hoje)


A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo aceitou hoje o valor proposto pelo Ministério da Educação e Ciência para o financiamento das turmas nos colégios com contratos de associação. O protocolo assinado estabelece em que o financiamento do Estado será neste ano lectivo de 85,288 mil euros por turma. Mais cinco mil euros do que tinha sido decidido por Isabel Alçada. Até ao ano passado, o valor médio por turma era de 114 mil euros. (13 de Setembro)

(actualizado)

Aulas práticas sobre voto útil: rentabilizar o sofrimento

As pílulas e as vacinas contra o cancro do colo do útero, hepatite B e contra a estirpe do tipo B do vírus da gripe, que embora integrem o Programa Nacional de Vacinação são comercializadas em regime de venda livre nas farmácias, vão deixar, nestes casos, de ser comparticipadas pelo Estado, que apenas continuará a assegurar a sua distribuição gratuita nos centros de saúde. De acordo com o documento ontem divulgado com a lista de medidas para reduzir as despesas no sector que o ministro Paulo Macedo levou à comissão parlamentar de Saúde, o ministério vai ainda reduzir a comparticipação da associação de medicamentos antiasmáticos e broncodilatadores. A poupança prevista pelo Governo com estas descomparticipações ascende a cerca de 19 milhões de euros, de um total de quase 1100 milhões de euros a atingir até 2013. Para além dos custos sociais, de fora desta previsão ficam ainda, só para dar dois exemplos, os custos com as horas de trabalho que os utentes perdem em romarias ao centro de saúde mais próximo para levantar medicamentos e os custos com quimio e radioterapia que se tornarem necessários pelos cancros originados pelas vistas curtas de um Governo que cortou a comparticipação das vacinas que os preveniam.