O Governo vai apresentar no Parlamento, até ao final deste mês, uma alteração ao Código de Trabalho para reduzir de 30 para 20 dias as indemnizações por rescisão de contrato e que será alargada aos contratos mais antigos a partir de Janeiro de 2012. Adeus, direitos adquiridos. Adeus, segurança no trabalho. Ter ficado em casa no dia das eleições ou ter desperdiçado a utilidade do voto vai custar bem caro a todos os que vivem do seu trabalho. José Manuel Pureza, José Soeiro, Helena Pinto, José Gusmão e tantos outros fazem agora muita falta na AR para travar este ajuste de contas com o 25 de Abril. Os portugueses preferiram eleger quem vai votar pelo desmantelamento do edifício social que tanto custou a construir.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Convicções de um activista laranja
Depois de ter sido um feroz opositor da introdução de portagens na Via do Infante no âmbito do programa de alteração do projecto, Macário Correia afirmou hoje, em declarações à TSF, que compreende o ponto de vista do Governo e que as portagens naquela via que cruza o Algarve são “inevitáveis”. O PB sabe que Macário Correia está também a ultimar a versão definitiva da frase que substituirá a sua obra maestra “beijar uma fumadora é como lamber um cinzeiro”.
Regras da sagrada mama
A partir de agora, as regras são bem claras para todos os que frequentam as instalações da Católica em Lisboa, alunos e professores: "Modos de trajes e formas de apresentação próprias de local de lazer e de desporto não são adequados na universidade."A orientação foi tomada pelo Conselho Académico (CA) da Universidade Católica, que considera que a vida académica deve "processar-se com a dignidade indispensável a uma universidade e a uma instituição da Igreja". Por sorte, trata-se de uma universidade católica e não muçulmana, senão a notícia poderia bem ser a da obrigatoriedade do uso da burca na vida académica. Também por sorte, bastante mais sorte, apesar de privada e de haver outras universidades públicas que prestam o mesmíssimo serviço de formação, a Universidade Católica continua a ser um sorvedor de recursos públicos, senão não contaria com o dinheiro de todos nós, contribuintes , para financiar estas beatices anacrónicas contrárias à liberdade de expressão duma República laica.
