Lá fora, os proveitos que se trocam no submundo das relações obscuras entre o poder detido pelos grandes grupos de média e um poder político que supostamente emana da democracia dão um ar da sua graça com o caso das escutas do News of the world. Por cá, um artigo de péssimo gosto, ontem publicado, pintava um cenário ficcionado de funcionários públicos com salários propositadamente inflacionados (1) para desbravar terreno na opinião pública para o anúncio de hoje de Pedro Passos Coelho de que brevemente haverá novos cortes na despesa (2). Assalta-me a dúvida: fará o dito artigo sentir o seu peso na despesa pública que é paga por todos nós ou a retribuição do serviço de desinformação será objecto de compensação a outros níveis?
domingo, 17 de julho de 2011
Relações perigosas
Sobre a tal "ajuda": o défice português pesa no superavit alemão
Os resgates das dívidas de Portugal e da Irlanda têm sido favoráveis para os países que concederam garantias a Lisboa e a Dublin, admitiu este domingo o presidente do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), Klaus Regling, em entrevista ao jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung. “Até hoje, só houve ganhos para os alemães, porque recebemos da Irlanda e de Portugal juros acima dos refinanciamentos que fizemos, e a diferença reverte a favor do orçamento alemão”, adiantou Regling, acrescentando que “é o prémio pelas garantias que a Alemanha dá só que os contribuintes alemães não acreditam”. Deixe lá, Sr. Regling, os contribuintes portugueses acreditam pelos dois.
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