terça-feira, 12 de julho de 2011
Estado a menos e Estado a mais: ressaca do socialismo-banqueiro
- Quase metade da população portuguesa estaria em risco de pobreza não fossem as prestações da Segurança Social: 43,4 por cento, segundo o Instituto Nacional de Estatística, cujo relatório sobre rendimentos e condições de vida relativo a 2009 foi ontem divulgado. Para 2010, o cenário das conclusões adivinha-se mais negro, por causa das medidas de austeridade que introduziram profundos cortes nos apoios sociais.
- Os bancos portugueses pagaram menos impostos em 2010. Segundo o relatório da Associação Portuguesa de Bancos (APB), ontem divulgado, o IRC pago pelas instituições do sector no ano passado caiu 63%, ou 207 milhões de euros, apesar da subida da taxa de imposto.
A banda toca, o navio afunda
O presidente permanente do Conselho Europeu admite convocar uma cimeira extraordinária do Eurogrupo para a próxima sexta-feira, para tentar acalmar as tensões que afectam os mercados de dívida de vários países da zona euro. Estes senhores hão-de pensar que nos convencem que acreditam que acalmam mercados apenas por se reunirem. Da reunião de ontem não saiu nem a sopa de optimismo da praxe, nem o xarope de confiança do costume: nada, à twiter, em 140 caracteres. À noite , Durão Barroso disse umas larachas sobre regulação das agências de rating, seja lá o que isso for. Talvez a introdução da regra “ou escrevem o que nós quisermos, ou deixamos de vos encomendar serviços, perdem o poder que vos demos e deixam de ganhar o vosso.”. Esta manhã, os juros das dívidas portuguesa, espanhola e italiana continuavam a bater recordes. Alguém se lembra do Tratado de Lisboa, o tal que iria agilizar a União Europeia e que, depois de convenientemente afastado o cenário de um referendo, foi aprovado no nosso Parlamento por PS, PSD e CDS?
