segunda-feira, 11 de julho de 2011

Estes gajos estão a revelar-se uns radicais de esquerda

Depois das agências de rating terem perdido o estatuto de Deus todo-poderoso a quem havia que agradar para não arriscar uma severa punição e passarem a ser vistas como o que sempre foram, uma parte bastante interessada numa especulação que há muito tem a Europa refém, é a vez da nacionalização do BPN deixar de ser uma decisão inevitável em face de um mais que hipotético risco sistémico para passar a ser um erro histórico. Quem o afirmou, em entrevista à televisão pública, foi Durão Barroso. Corrijo: em entrevista à RTP 1, Durão Barroso acaba de ordenar aos comentadores e demais papagaios-especialistas de serviço que passem a referir-se à nacionalização do BPN como um erro brutal. É esperado a qualquer momento um ataque concertado aos sites dos partidos que a aprovaram, PS, PSD e CDS.

Eles podem?

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, interveio hoje no debate político que divide democratas e republicanos sobre o endividamento dos Estados Unidos, pressionando o Congresso a um acordo para o aumento do limite da dívida pública. Parece que o que é mau na Europa é bom nos Estados Unidos. Não sei, desta espécie de economia não percebo nada, mas tenho cá um "sentimento" que a explicação há-de estar nos mercados.

1, 2, 3, o rating do Paraíso

Em 1, o resultado da demissão dos poderes públicos e da entrega de funções de soberania aos mercados. Em 2, a histeria provocada pela constatação súbita de um processo que, porque enriqueceu muito boa gente, não é de crer tenha ocorrido apenas agora: uma Comissária a sugerir o desmantelamento de uma empresa privada, por sinal fornecedora à UE dos serviços que não quiseram que fosse (por exemplo) o BCE a assegurar. Em 3, com o circo a arder, a soberana não eleita da União Europeia a insistir na mesma solução  que provocou o descalabro de 1. Se não fossem as agências de rating, a UE seria um paraíso na Terra. 



Pode ser da água

Aqui pode estar uma boa explicação para o facto de, aconteça o que acontecer, saquem o que saquem e cortem o que cortem, os portugueses manterem no poder os mesmos três partidos há mais de 35 anos: o  Instituto Ricardo Jorge concluiu que "a grande maioria das bicas e fontanários não possui água de qualidade adequada para consumo humano". O Instituto analisou 41 fontes em Sintra, mas defende que risco para a saúde pública é extensível a milhares de nascentes espalhadas no país.

Coristas especialistas

A forma imediata da Europa se defender das descidas das notações de crédito por parte das agências de notação (rating) é deixar de lhes prestar tanta atenção, disseram à agência Lusa especialistas do sector. De prestar-lhes toda a atenção a deixar de lhe prestar tanta atenção. Não obstante, segundo a imprensa, estes radicais dos mercados continuam “especialistas”: fazem falta para engrossar o coro que entoa o refrão da austeridade necessária e obrigatória. Uma austeridade selectiva, que enriquece os mais ricos à custa do empobrecimento geral, compromete o crescimento económico e impossibilita a criação de emprego são realidades proibidas no reportório destes coristas.

Mais um legado do socialismo banqueiro