segunda-feira, 4 de julho de 2011

Nobre, apolítico até ao fim

Fernando Nobre abandonou a Assembleia da República. A renúncia ao mandato de deputado foi dada a conhecer por carta enviada aos serviços da Assembleia. Mas, segundo uma fonte da direcção da bancada, o cabeça de lista do PSD por Lisboa não informou a direcção do grupo parlamentar desta decisão formalmente, isto é, por carta. Só o fez ao próprio líder do partido, Pedro Passos Coelho.

Aulas práticas sobre voto útil: resumo

Para quem tinha dúvidas quanto ao destino da parte do subsídio de Natal que foi roubado tanto a trabalhadores por conta de outrem, que o receberiam, como a trabalhadores a recibos verdes, que não o recebem, um bolo de 800 milhões estimado pelo Governo que deixou de fora de qualquer contribuição o sector financeiro e demais rendeiros do país, na imprensa do dia lê-se que, só este ano, a banca precisa de 700 milhões de euros para financiar as PPP e que as empresas construtoras devem 42 mil milhões. Repare-se como na frase anterior vem todo um país resumido; as empresas criadas na virtude de serem privadas que, na realidade, enriquecem à sombra do Estado que é gerido por um poder político por si capturado, que lhe proporciona negócios altamente lucrativos e sem risco algum; uma banca que é convocada pelo mesmo poder para tomar parte desses lucros sem risco, à qual é dada a garantia adicional da nacionalização de eventuais prejuízos; e um povo que aceita suportar tudo isto através dos seus salários, dos seus impostos, dos seus direitos e dos seus votos. Em fundo, cânticos de mercado com refrões que apelam ao sacrifício pela pátria, afastam qualquer ideia de uma auditoria a uma dívida colocada aos ombros de quem trabalha, proíbem a nacionalização da banca também na parte dos lucros e apregoam o “emagrecimento” do Estado do lado mais magro para proporcionar ainda mais negócios imensamente lucrativos e sem risco a uma classe que, porque a deixam, não rejeita enriquecer à custa da Educação, da Saúde e das conquistas sociais dos prestimosos voluntários que suportam o sistema com o que deixam roubar. Seria bom que aprendessem com tantas aulas sobre voto útil.

A FLAMA tem representação governamental

Álvaro Santos Pereira, o alegadamente competentíssimo novo ministro da Economia, acha que “se a Madeira quiser, um dia poderá tornar-se independente”. “Afinal, se Malta, Chipre, e até Timor-Leste conseguem ser independentes, porque é que os madeirenses não poderão sonhar com uma autonomia total de Portugal?”, questiona Santos Pereira para quem “a resposta é claramente positiva”.