Já são conhecidos os 35 secretários de Estado do XIX Governo Constitucional, menos 3 do que os do XVIII. Passos Coelho tinha prometido 27. Agora, há que poupar tempo: com tão poucos ministros e tantos secretários de Estado, o tempo para reuniões entre uns e outros não será lá muito. Bom, sempre podem reunir nos voos em classe turística. Como o próprio nome indica, é uma classe com grande propensão marginal à reunião. Conviver, sei lá. E, muito importante, este será também o primeiro Governo da poupança em queijo.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Aulas práticas sobre voto útil: demagogia em vez de políticas
Ambas se justificariam e nenhuma retiraria sentido à outra. Mas o Governo PSD-CDS, ao mesmo tempo que rejeita liminarmente a auditoria à dívida pública, da qual poderiam resultar prejuízos para alguns entre os mais ricos, prefere cingir-se à auditoria às prestações sociais que são atribuídas aos mais pobres. Da primeira, o país poderia retirar milhões indevidos, da segunda, tostões mal atribuídos a quem se faz passar por pobre sem o ser.
Mas este assomo de moralidade demagógica não se fica por aqui: o I avança que a prestação de “trabalho solidário” no Estado ou em IPSSs será condição obrigatória para o recebimento de subsídio de desemprego, social de desemprego ou rendimento social de inserção. No primeiro caso, é o equivalente a obrigar quem pagou um prémio de seguro automóvel a trabalhar na reconstrução do seu carro sinistrado para ter direito àquilo que contratou com a seguradora: para ter direito à protecção no desemprego, o desempregado também fez os descontos respectivos. Nos três casos, aquelas horas que poderiam completar o horário completo de um trabalhador que, dessa forma, deixaria de estar desempregado. Esta moralidade invertida tem muito pouco de justiça e é uma aberração enquanto política económica., Mas entretém. Vale tudo menos auditar a dívida pública ou pôr quem nunca pagou a pagar a crise.
