domingo, 26 de junho de 2011

O Zé do mexerico

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o administrador da TVI Bernardo Bairrão seria o novo secretário de Estado da Administração Interna. Não foi.

(actualizado)

Não foi a censura que deixou de ser necessária, as notícias é que passaram a poder fazer mal

«1. O Expresso defende, desde sempre, a liberdade de expressão e a liberdade de informar, bem como repudia qualquer forma de censura ou pressão, seja ela legislativa, administrativa, política, económica ou cultural. O Expresso é um jornal com convicções, mas independente de todos os poderes, manifestando esse espírito de independência também em relação aos seus próprios anunciantes.


(…)


7. O Expresso sabe, também, que em casos muito excepcionais, há notícias que mereciam ser publicadas em lugar de destaque, mas que não devem ser referidas, não por auto-censura ou censura interna, mas porque a sua divulgação seria eventualmente nociva ao interesse nacional. O jornal reserva-se, como é óbvio, o direito de definir, caso a caso, a aplicação deste critério. (…)« - Estatuto editorial do Expresso.



Os burros comem palha, a questão é saber vender-lha.

A frugalidade do interior como virtude, versão Sócrates

A concretizar-se, será uma razia idêntica à que ocorreu no fim dos anos 80, quando os Governos de Cavaco Silva encerraram 800 quilómetros de linhas de caminho-de-ferro, sobretudo no Alentejo e em Trás-os-Montes. O Governo de José Sócrates propôs à troika o encerramento de 794 quilómetros de vias-férreas, também com particular incidência no Norte e no Alentejo, mas desta vez incluindo algumas linhas do litoral, como a própria Linha do Oeste, que seria encerrada entre Louriçal e Torres Vedras (127 quilómetros). O documento que serviu de base à proposta foi feito pelo anterior Governo à revelia da Refer e deixa a rede ferroviária circunscrita basicamente ao eixo Braga-Faro, Beira Alta e Beira Baixa. As restantes linhas seriam amputadas ou desapareceriam. Se este plano fosse aplicado, capitais de distrito como Beja, que tem aeroporto, e Leiria ficariam sem comboios. Temos, portanto, o socratismo como prolongamento do cavaquismo. São as Auto-estradas, a dependência do petróleo e as obras faraónicas como o TGV que dão dinheiro fácil a ganhar às clientelas e não as políticas com vista à diminuição das assimetrias regionais ou a um desenvolvimento económico energética e ecologicamente mais sustentado. Os erros repetem-se. Os votos também.