Este é um milagre apenas possível em países mais desenvolvidos do que nós, onde não existe um sistema público de Saúde posto à disposição de todos, havendo, na sua vez, seguros de saúde apenas ao alcance de alguns. Não era o caso do protagonista desta história. James Verone, 59 anos, não tinha nem seguro de saúde nem dinheiro e precisava de assistência médica urgente. Como tal, planeou um assalto a uma agência bancária, no estado da Carolina do Norte. Entrou com um bilhete na mão onde estava escrito: "isto é um assalto, por favor, quero um dólar". Verone esperou calmamente pela polícia para ser detido. O norte-americano está desempregado e explicou que a sua estratégia passava por ser tratado gratuitamente na cadeia. Comprovadamente, conforme atesta o exemplo, os bancos são um elemento fundamental em qualquer sistema de Saúde.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Era uma vez uma birra verde-estalinista
O menino foi para o cargo porque o líder confiou nele. O menino usou a confiança do líder para o descredibilizar publicamente. O líder foi-se calando por respeito ao princípio da liberdade de opinião e para não facilitar uma onda de histeria que lhe apontaria um estalinismo pronto a comer da conveniência do menino. O menino foi esperneando, esperneando, cada vez mais. Não parava de escoicear. Um dia, dois jornais publicaram uma versão de uma história cuja proveniência associaram ao menino. O líder manifestou estranheza e desagrado. Em vez de perguntar aos jornais por que carga de água o seu nome tinha sido associado à história que publicaram, sem ser estalinista, o menino não gostou que o líder também pudesse ter opinião. Primeiro, pediu que se retratasse e, como a birra estalinista não deu o fruto desejado, lembrou-se depois de dizer ter perdido algo que não era seu, a confiança que o líder lhe tinha depositado, que lhe valeu o cargo que ocupava, para se demitir sem perder o salário, passando a representar-se a si próprio. Ele, que sempre tinha apelado à união das esquerdas, abandonava a sua. Era agora verde, livre de continuar a comentar o estalinismo que tanto gostava de colar aos outros.
Bom trabalho de equipa
A líder parlamentar interina do PS, Maria de Belém, defendeu que Portugal deve distinguir-se pela positiva dentro da zona euro e reafirmou a necessidade de cumprimento do memorando da troika para responder aos objectivos de crescimento económico determinados na União Europeia, numa alusão ao crescimento do centro e favorecimento do sector financeiro alemão e francês à custa do declínio da periferia. No artigo original, a autora Sofia Rodrigues conclui a primeira frase com um “numa alusão à situação da Grécia”. Maria de Belém insinua que o resultado depende da capacidade de obediência dos portugueses. A jornalista ajuda, deixando de fora a Irlanda e os 170 fracassos de outras tantas intervenções do FMI. Se a execução do plano de austeridade desenhado para Portugal resultasse, seria a primeira vez. Mas assinale-se mais este exemplo do excelente trabalho de equipa que o poder político e o jornalismo militante têm desenvolvido conjuntamente, aqui, sim, com grande sucesso..
Estimular a poupança: das palavras aos actos
O resgate massivo de Certificados de Aforro continuou em Maio, atingindo 566 milhões de euros, um um pouco abaixo do recorde de 737 milhões de euros retirados
Ontem, Passos Coelho insistiu na necessidade de estimular a poupança. Em bom rigor, o Estado português tem toda a vantagem em poder financiar-se junto dos aforradores privados , uma vez que, ao fazê-lo, paga uma taxa muito mais baixa do que aquela que é cobrada pelos amigos BCE-FMI e mais ainda se comparada com as taxas praticadas nos mercados secundários. Se passar das palavras aos actos, o Governo de Passos Coelho aumentará as taxas de juro dos certificados de aforro, actualmente fixadas nuns ridículos 1,6 por cento, sem medo das reacções negativas do sector financeiro. Concorrência é isto, não contar com os favores do poder político.
