Era a primeira vez que a maioria seria posta à prova. Esta manhã, uma publicação noticiava que Passos Coelho bem tentou atirá-lo contra a parede da AR para ver se colava. À primeira, não colou. À segunda, voltou a não colar. E não houve terceira. Fernando Nobre foi obrigado a desistir da corrida à presidência da Assembleia da República. Um vexame tão merecido quanto evitável, dirão alguns, com toda a razão. Mas o PB sabe que Fernando Nobre está a um pequeno passo de se tornar o sucessor de André Villas-Boas no banco do FCP. Falta-lhe apenas um voto.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Boas notícias
André Villas-Boas vai treinar o Chelsea. Tinha-o desejado aqui, para o bem das nossas contas externas, que o FCP vendesse muitos jogadores. Se vender treinador e jogadores, tanto melhor.
Rui Tavares, outra vez
Francisco Louçã, no Facebook: “Um jornal (o "i") enganou-se e escreveu, com ligeireza, que os quatro fundadores do Bloco foram o Luís Fazenda, o Miguel Portas, este que assina e o Daniel Oliveira. O Fernando Rosas desaparecia da história. Explicou depois o jornalista que tinha sido levado ao engano por uma informação de uma conversa com o Rui Tavares. Escreve hoje outro jornal (o "Sol") a mesma coisa. Estou por isso curioso acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos.” (nota completa aqui). A seguir, na mesma nota, Francisco Louçã conta a história conhecida da criação do BE. E remata: “Por isso, é simplesmente uma falsificação a tentativa de retirar o Fernando desta história e de a refazer com novos protagonistas.”
Em reacção no seu blogue, o amigo do BE mencionado como fonte pelo jornalista em questão, citado por Francisco Louçã nessa condição, Rui Tavares, em vez de se insurgir contra um alegado uso abusivo do seu nome por dois, e logo dois, jornais, encontra imediatamente um culpado para a história que os dois periódicos venderam e atira-se a ele, outra vez: “lamento a aparente leviandade com que Francisco Louçã extrapola em público sobre a sua curiosidade “acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos”, ligando-a um deputado eleito em listas do seu partido, sem ter feito o mais fácil que seria telefonar a esse deputado para procurar satisfazer essa curiosidade.”
Esclarecido o culpado pelas notícias, o historiador expressa o seu aviltamento: “Mas Francisco Louçã vai mais longe, utilizando num contexto em que citou o meu nome termos e expressões como “falsificação” e “tentativa de refazer a história” que para um historiador como eu têm implicações tão graves que não podem simplesmente passar em claro”, quando a versão dos dois jornais o é, com toda a propriedade, uma falsificação e uma tentativa de refazer a história.
Depois, após algumas considerações bastante elogiosas sobre a sua pessoa, conclui este exemplo de decoro apaziguador e unificador: “No quadro dos difíceis debates que se avizinham para a esquerda portuguesa, é de lamentar que a nota de Francisco Louçã, e a resposta que me vejo forçado a dar-lhe, possam servir de manobra de diversão. Mas a política, e tudo na vida, faz-se respeitando a dignidade das pessoas, agindo com boa-fé e não lançando sobre elas suspeitas
