segunda-feira, 20 de junho de 2011

Tomem lá, seus invejosos!

Era a primeira vez que a maioria seria posta à prova. Esta manhã, uma publicação noticiava que Passos Coelho bem tentou atirá-lo contra a parede da AR para ver se colava. À primeira, não colou. À segunda, voltou a não colar. E não houve terceira. Fernando Nobre foi obrigado a desistir da corrida à presidência da Assembleia da República. Um vexame tão merecido quanto evitável, dirão alguns, com toda a razão. Mas o PB sabe que Fernando Nobre está a um pequeno passo de se tornar o sucessor de André Villas-Boas no banco do FCP. Falta-lhe apenas um voto.

Sobre o mito da gestão empresarial: o modelo perfeito que veio para ficar

“(…) Os dados da DGTF indicam que só oito hospitais com estatuto empresarial (EPE) tinham um prazo de pagamento abaixo dos 100 dias. Dez unidades tinham mesmo um prazo superior aos 300 dias, sendo que o Centro Hospitalar do Nordeste apresentava um atraso de 450 dias, mais 47 dias do que no trimestre anterior e 132 em relação ao primeiro trimestre de 2010. (…) Nos organismos do Sector Público Administrativo (SPA), o prazo médio de pagamento situava-se nos 78 dias no final de 2010, o que traduz uma subida de 6 dias em relação ao terceiro trimestre e de 21 dias face ao quarto trimestre de 2009. (..)”

Boas notícias

André Villas-Boas vai treinar o Chelsea. Tinha-o desejado aqui, para o bem das nossas contas externas, que o FCP vendesse muitos jogadores. Se vender treinador e jogadores, tanto melhor.

Rui Tavares, outra vez

Francisco Louçã, no Facebook: “Um jornal (o "i") enganou-se e escreveu, com ligeireza, que os quatro fundadores do Bloco foram o Luís Fazenda, o Miguel Portas, este que assina e o Daniel Oliveira. O Fernando Rosas desaparecia da história. Explicou depois o jornalista que tinha sido levado ao engano por uma informação de uma conversa com o Rui Tavares. Escreve hoje outro jornal (o "Sol") a mesma coisa. Estou por isso curioso acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos.” (nota completa aqui). A seguir, na mesma nota, Francisco Louçã conta a história conhecida da criação do BE. E remata: “Por isso, é simplesmente uma falsificação a tentativa de retirar o Fernando desta história e de a refazer com novos protagonistas.”


Em reacção no seu blogue, o amigo do BE mencionado como fonte pelo jornalista em questão, citado por Francisco Louçã nessa condição, Rui Tavares, em vez de se insurgir contra um alegado uso abusivo do seu nome por dois, e logo dois, jornais, encontra imediatamente um culpado para a história que os dois periódicos venderam e atira-se a ele, outra vez: “lamento a aparente leviandade com que Francisco Louçã extrapola em público sobre a sua curiosidade “acerca da coincidência de dois enganos tão estranhos”, ligando-a um deputado eleito em listas do seu partido, sem ter feito o mais fácil que seria telefonar a esse deputado para procurar satisfazer essa curiosidade.”


Esclarecido o culpado pelas notícias, o historiador expressa o seu aviltamento: “Mas Francisco Louçã vai mais longe, utilizando num contexto em que citou o meu nome termos e expressões como “falsificação” e “tentativa de refazer a história” que para um historiador como eu têm implicações tão graves que não podem simplesmente passar em claro”, quando a versão dos dois jornais o é, com toda a propriedade, uma falsificação e uma tentativa de refazer a história.


Depois, após algumas considerações bastante elogiosas sobre a sua pessoa, conclui este exemplo de decoro apaziguador e unificador: “No quadro dos difíceis debates que se avizinham para a esquerda portuguesa, é de lamentar que a nota de Francisco Louçã, e a resposta que me vejo forçado a dar-lhe, possam servir de manobra de diversão. Mas a política, e tudo na vida, faz-se respeitando a dignidade das pessoas, agindo com boa-fé e não lançando sobre elas suspeitas em filigrana. O mínimo que espero de Francisco Louçã é que esclareça a confusão que levianamente criou [não foram os dois jornais], peça desculpas pelo facto, e retracte o seu texto.” Quanto aos dois jornais e ao jornalista em causa, nem uma nota.