quarta-feira, 25 de maio de 2011

Boicote

Há imenso tempo que não vejo notícias sobre o Bloco no Público on-line. Nem daquelas pequeninas, que aparecem por baixo das gordas. A campanha deve estar parada, só pode. No Jn, o mesmo nada. Espera lá. No DN, há uma cá em baixo, mesmo ao fundinho. Se alguém souber quando termina o boicote, por favor, avise. E quem queira ver que a campanha do Bloco está viva e bem viva, a agenda está aqui.

The sinking brothers, INC: "Yes, we ®sink!"


Ultima hora: Mário Soares acaba de vaticinar a viabilidade de uma joint venture Freeport-Man Ferrostaal. É mais um a sugerir uma coligação sem dizer para fazer o quê, mas, dada a qualidade da composição,desta vez, não me parece que seja assim tão necessário. Lembrou-se, está na moda, é tudo. Entretanto, o citigroup posiciona-se junto do sinking group de Passos Coelho. A campanha fervilha de alegria.

(editado)

Dois videos com cenas eventualmente chocantes para avestruzes


Estes "socialistas"

“O alargamento da protecção social aos trabalhadores que passam recibo verde também está em estudo, desde que “estejam ao serviço regular de uma única empresa e que o desemprego tenha carácter involuntário”. A cenourinha foi deixada pela Ministra do Trabalho numa acção de campanha mediática. E eu que pensava que recibos verdes ao serviço regular de uma única empresa são trabalho subordinado mascarado e, como tal, correspondem a uma fraude tipificada e com sanções previstas pela lei. Ou será que o que esta sindicalista reformada quis foi anunciar que a legalização dos falsos recibos verdes também foi acordada com a troika?

A febre castanha

José Sócrates continua a ser o candidato às legislativas de 5 de Junho mais comentado no Twitómetro e Pedro Passos Coelho é o líder com a percentagem mais elevada de comentários negativos, lê-se aqui. Para que não se discuta o essencial, a cada dia que passa, a febre dos medidores de sucessos vai-se aproximando a passos largos dos graffiti de casa de banho pública. Quantos apoiarão Sócrates? E quantos apoiarão Passos Coelho?. Na opinião do Nobel da Economia Paul Krugman, estão a empurrar-nos para a merda à força toda. Grande admiração que se peçam maiorias sólidas evitando ao máximo qualquer discussão das medidas que PS, PSD e CDS assinaram com a troika. Ficam para depois das eleições, já com a casa de banho fechada a sete chaves. A próxima merdição segue dentro de momentos.


(…) Krugman diz que só há uma solução: "Como a fada da confiança até agora ainda não apareceu", a crise tem-se agravado, "tornando-se evidente que a Grécia, Irlanda e Portugal não serão capazes de pagar as suas dívidas na totalidade". "Se quiser ser realista, a Europa tem de se preparar para aceitar uma redução da dívida, o que poderá ser feito através da ajuda das economias mais fortes e de perdões parciais impostos aos credores privados, que terão de se contentar com receber menos em troca de receber alguma coisa. Só que realismo é coisa que não parece abundar", sublinha.


Alemanha e BCE têm-se oposto a esta reestruturação da dívida, pondo em causa o próprio euro."Se os bancos gregos caírem, a Grécia pode ser forçada a sair do euro - e é fácil ver como isto pode ser a primeira peça de um dominó que se estende a grande parte da Europa. Então que estará o BCE a pensar?", questiona Krugman.


O Nobel da economia termina o texto com mais uma pergunta: "Estou convencido que isto é apenas falta de coragem para enfrentar o fracasso de uma fantasia. Parece-lhe tolo? Quem é que lhe disse que era o bom senso que governava o mundo?" (ler na íntegra, aqui).


(editado)