sexta-feira, 13 de maio de 2011

Diz que são uma espécie de agências de rating

As sondagens voltam a insistir na ideia dos partidos da troika a subir nas intenções de voto e na descida dos partidos da esquerda. Publicidade agressiva. Uma avaliação por objectivos daqueles senhores que comentam nos média poderia bem passar por aqui.

A blogger à procura do fim

Como hão-de reparar os leitores mais atentos, os posts publicados entre Quarta-feira à noite e a manhã de hoje desapareceram. Não tenho cópias. Em cima disso, durante toda esta Sexta-feira, os utilizadores da plataforma blogger não puderam publicar nada. Talvez não seja mal pensado começar a procurar outro estábulo para o burro.


Actualização: o meu agradecimento a todos os leitores que se ofereceram e me fizeram chegar as cópias dos feeds com os textos dos posts desaparecidos. Lá estão eles outra vez.

Sentido de Estado: uns têm-no, outros dizem-se


A propósito do conceito de sentido de Estado, uma expressão utilizada por tudo e por nada pelos partidos da nossa troika doméstica, registe-se como foi alguém tão distante politicamente de Cavaco Silva a defendê-lo. É que não foi a Cavaco Silva a quem o comissário finlandês faltou ao respeito. Não é preciso ser detentor de um sentido de Estado particularmente apurado para perceber que Foi ao Presidente da República Portuguesa. Mas aos três patriotas do tal sentido de Estado mais apurado da galáxia não lhes ouvimos uma palavra sequer. Quando algum eurocrata lhes levanta a voz, a sua reacção é invariavelmente aquele ajoelhar compulsivo de lacaio do império. Não abdicam daquela subserviência colonial, nem que, como neste episódio lamentável, o eurocrata trate a mais alta figura do Estado português como um qualquer labrego a quem se sinta no direito, que ninguém lhe deu, de repreender por ter falado com a boca cheia de bolo rei.


Um projecto grandioso

O PSD diz que afinal quer baixar a TSU, não 4, mas 8 por cento. Não vejo por que não aboli-la de uma vez por todas. Se é para dar cabo da Segurança Social, se a opção é transferir as reformas dos portugueses para os activos dos balanços das empresas, uma redução para zero da Taxa Social Única evitaria uma longa e indesejável agonia, com a vantagem acrescida de abrir mercado para uma espécie de Segurança Social com aquela racionalidade que apenas se encontra no ADN das empresas privadas. Depois, temos umas contas a ajustar com a burocracia dos contratos de trabalho escritos e com tempo indeterminado e, então, finalmente, estaremos em condições de pensar seriamente em livrar a nossa competitividade do fardo que as empresas carregam aos ombros de serem obrigadas a pagar uma contra-prestação pelo trabalho dos seus “colaboradores”. As empresas a lucrar , o pessoal a trabalhar e o país a ir para a frente. O nosso destino sempre foi o Oceano. Dizem que o fundo do mar é lindo.