quinta-feira, 12 de maio de 2011

Crise à moda da casa


O Público reproduz a explicação oficial da duplicação em apenas um mês e novo record do valor dos resgates de certificados de aforro, 737 milhões de euros em Abril: revela o receio das famílias portuguesas face à situação financeira do Estado, que levou ao pedido de ajuda externa, e à “ameaça” de reestruturação da dívida portuguesa. Nada a ver com as dificuldades sentidas pelas famílias portuguesas - a maior quebra de poder de compra em 27 anos ocorreu precisamente em Abril - e nada a ver com a taxa de juro do título, de 1,3 por cento, não cobrir sequer a inflação, de 4,1 por cento. Longe e esquecido está o favorzinho que o Governo fez à banca em 2008 de alterar as condições remuneratórias dos certificados de aforro: os seus produtos ficaram mais atractivos sem terem que fazer absolutamente nada. Concorrência pura e perfeita. Desde então, nem as dificuldades na obtenção de liquidez sentidas pelo Estado português fizeram o Governo recuar na sorte grande do sector financeiro. Perderam os aforradores, perdeu o Tesouro e ganharam os predestinados da fortuna. Aliás, os mercados poderiam ter reagido mal. Assim, ninguém se aborreceu.



(Post recuperado)

A alternativa ao desemprego, ao declínio da economia e à regressão social existe

E eis que, saído das catacumbas do inferno para pôr os cabelos em pé a rendeiros do reino, especuladores imobiliários, especuladores bolsistas e radicais da evasão fiscal, os eternamente poupados por todas as crises, foi tornado público o programa eleitoral do Bloco de Esquerda. Funcionários públicos, velhinhos, reformados, classe média, remediados, pobres, utentes do SNS, candidatos a desempregados e demais escolhidos para pagar a crise pelos três partidos que nos governam há 37 anos, sintam-se à vontade para se solidarizarem com os extremistas do enriquecimento fácil que se arrepiarem com as propostas bloquistas. Urrem, gritem, extravasem a vossa compaixão por estes camaradas. Antes, porém, façam-se o favor de ler o programa e comprovem que a alternativa existe. Agora, já só faltam os votos. É a vossa, é a nossa parte nesta tarefa de ganhar um futuro.

(republicado, apagamento blogger)

Estes radicais

Os aditamentos feitos aos contratos das SCUT onde foram ou vão ainda ser introduzidas portagens representaram para o Estado encargos adicionais de dez mil milhões de euros. Os engarrafamentos nas estradas secundárias foram, afinal, um excelente negócio para as concessionárias. O utilizador passa a pagar o que antes não pagava e o Estado ainda aumenta os incentivos ao seu empreendedorismo. Um negócio como este deveria ter impactos eleitorais mas, por tradição, é deste radicalismo que o meu povo gosta. Buzinam, buzinam, e deixam chamar-lhe "reformas necessárias".

(post republicado em virtude do apagamento verificado na plataforma blogger)


A reter: o PS tem uma agenda secreta para implmentar depois das eleições



Hoje, que era tão importante para o país saber-se como é que o homem se recompôs da surra de ontem, fartei-me de fazer zapping pelos canais de tv e nada de jogging. Nem a RTP o transmitiu. Com um serviço público destes, depois queixem-se se acabarem a transmitir o jogging matinal do Ricardo Salgado ou do filho do Belmiro.

Uma descida da taxa social única (TSU) em quatro pontos percentuais, como propõe o PSD para cumprir o acordo com a troika [ou como o Governo propôs, por carta, ao FMI], beneficiará as grandes empresas. Em média, cada uma das 900 grandes empresas nacionais pouparia cerca de 590 mil euros, enquanto as mais de 300 mil pequenas empresas ficariam com menos de mil euros anuais. E os sectores beneficiados não serão os exportadores.


(post republicado em virtude do apagamento verificado na plataforma blogger)