Não me lembro de um período pré-eleitoral em que a cadência das sondagens e contra-sondagens decorresse a um ritmo tão alucinante como neste. As sondagens custam dinheiro. Alguém as paga. Por aqui andará uma explicação do fenómeno. O memorando prevê a maior maré negra de privatizações de sempre. Investe-se e o retorno desse investimento sorrirá a quem vença a corrida do assalto ao poder de conduzir as negociatas. Quem parte e reparte e não fica com nenhuma parte… Será tolo quem os deixe à vontade a enriquecer naquela arte. Por aqui andará uma segunda explicação desta chuva de sondagens. A mensagem dos 80 por cento de apoiantes das tais reformas necessárias a mais desemprego e maiores e mais rápidos retrocessos económicos e sociais visa desencorajar o voto na alternativa que querem abafar. Nós sabemos - e eles também sabem - que não vamos ficar
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Euros e votos
O humanismo dos terroristas
Dezenas de imigrantes africanos foram deixados à sua sorte no Mediterrâneo, depois de alertarem a Guarda Costeira italiana e terem passado por um porta-aviões da NATO, acusa o jornal britânico "The Guardian". Gritaram por ajuda, mas foram ignorados. 61 acabaram por morrer. O mundo está incomparavelmente mais seguro sem o Bin Laden. Longe vão os tempos em que havia terroristas e ponto final. Hoje, temos terroristas bons e terroristas maus. Os crimes dos terroristas bons, precisamente porque são infinitamente bons, deixam-se na impunidade. Basta que o neguem. E não se fala mais nisso. Os terroristas bons sabem o que é melhor para todos.
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