quinta-feira, 28 de abril de 2011

Temos favorito

Um Benfica muito desgastado obteve uma vantagem tangencial, comprometedora, por 2-1 contra o Braga e um FC Porto fulgurante cilindrou, em casa, o Villareal por 5-1. A final portuguesa parece garantida mas, com este Benfica, duvido que não seja o Braga a ganhar a eliminatória. Seja lá qual for, qualquer das duas equipas que se defrontaram hoje na Luz, principalmente o Benfica, no momento actual, está mais para umas boas férias do que para erguer uma taça. Como dizia o outro, prognósticos, só no fim do jogo, e faltam dois. Mas temos favorito.

A ler

«(…) Seria justo que, ao lado de uma notícia que diz "Mercados consideram que o país está a um patamar do lixo", houvesse outra cuja manchete fosse: "Portugal tenta renegociar a dívida junto dos chulos". O problema é que os mercados, além de deterem o capital financeiro, detêm ainda o capital semântico. Tudo o que seja capital, eles açambarcam. Um insulto na boca dos credores é realismo económico, na boca dos devedores é primarismo ideológico. (…)». Vale a pena ler, “Os três porquinhos e o subprime mau.”

Contos de embalar, Ano XXXVII

Dezenas de entidades públicas assinaram nos últimos anos contratos por ajuste directo no valor global de cerca de 800 mil euros com empresas que ainda não tinham sido constituídas, revela o novo serviço online Despesa Pública. Aqui está mais um exemplo para mostrar para que servem os cortes salariais na Administração Pública, o processo em curso de desmantelamento de serviços públicos e demais austeridade selectiva. De vez em quando, lá aparece alguém nomeado nos mesmos moldes que o são os inimputáveis a quem nunca são pedidas contas do que fazem a exigir a sua responsabilização, mas tudo se fica por aí. É apenas a aflição pré-eleitoral a produzir contos de embalar. Resultam, há 37 anos. Não há sucessão de histórias cabeludas de má gestão e negócios ruinosos, com ou sem cheiro a corrupção, que não se apague com meia dúzia de lérias e duas semanas de bandeirinhas e concertos do Toni Carreira.

A cientificidade dos F*s

Um grupo de investigadores britânicos chegou à conclusão que a tendência para dizer palavrões em caso de dor não se trata de falta de educação mas sim de um alívio real. E eu que já tinha decidido logo à noite dizer “oh, que grande percalço!” de cada vez que o Roberto volte a escancarar o aviário.