segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sempre a jogar em casa: FMI, sim 285 - FMI, não 180

Calendário dos debates televisivos





6 Maio: FMI, sim –FMI, não (45 mins)



9 Maio: FMI, sim – FMI, sim (45 mins)



10 Maio FMI, sim – FMI, não (45 mins)



11 Maio: FMI, sim – FMI, não (45 mins)



12 Maio: FMI, não – FMI, não (45 mins)



13 Maio: FMI, sim – FMI, sim (45 mins)



16 Maio: FMI, sim – FMI, não (45 mins)



17 Maio: FMI, sim – FMI, não (45 mins)



19 Maio: FMI, sim – FMI, não (45 mins)



20 Maio: FMI, sim – FMI, sim (1 hora)





FMI, sim: 285 minutos



FMI, não: 180 minutos



Diferenças: 105 minutos + o FMI joga sempre em casa.



É esticar até partir

A ministra da Economia francesa, Christine Lagarde, considerou hoje que seria “catastrófico” reestruturar as dívidas públicas da Grécia, Irlanda e Portugal, porque mostraria que estes países têm problemas para se financiarem nos mercados. Catastrófico para quem? Não o disse, mas com toda a certeza que não para Portugal, Grécia Irlanda. Faltava Espanha. Esta manhã, a especulação decidiu atacar de novo. Com as três anteriores vítimas entregues à terapia do choque, a Espanha é a próxima vítima da ditadura dos mercados aplicada pelo directório europeu. A crise chegou para fazer fortunas e para impor a agenda liberal de “reformas necessárias” para maximizar este enriquecimento. É esticar até partir.

Comovente prova de humildade

Depois do desconforto gerado pela sua tentativa de transformação das legislativas de Junho no círculo de Lisboa numa espécie de eleição do Presidente da Assembleia da República, Fernando Nobre recuou na decisão de renunciar ao cargo de deputado caso não fosse escolhido para presidir ao Parlamento. Em entrevista à RTP1, ontem à noite, Nobre, cabeça de lista do PSD por Lisboa, admitiu ter afirmado que recusaria ficar no Parlamento apenas como deputado, argumentando que essa renúncia “demonstra desapego completo a qualquer cargo de poder”. “Nunca quis ser deputado e Presidente da Assembleia da República. Eu só quis ser uma coisa: Presidente da República”, afirmou, sublinhando que, nas conversas com Pedro Passos Coelho, não impôs quaisquer condições. Que bonita e sincera prova de humildade. Este novíssimo “desapego ao poder” de Fernando Nobre, contou-nos o Capuchinho Vermelho, passa agora pela total disponibilidade manifestada a Pedro Passos Coelho de, caso este assim o entenda, vir a ocupar aquele lugar que todos os deputados de todos os partidos tentam evitar a qualquer custo: ao lado do desapegado do alheio larápio-deputado dos gravadores. Nobre já está por tudo.

Gostei de ler - "A gente bem precisa"

Hotel Tivoli? Daqui, do aeroporto, é um tiro... Então o amigo é o camone que vem mandar nisto? A gente bem precisa. Uma cambada de gatunos, sabe? E não é só estes que caíram agora. É tudo igual, querem é tacho. Tá a ver o que é? Tacho, pilim, dólares. Ainda bem que vossemecê vem cá dizer alto e pára o baile... O nome da ponte? Vasco da Gama. A gente chega ao outro lado, vira à direita, outra ponte, e estamos no hotel. Mas, como eu tava a dizer, isto precisa é de um gajo com pulso. Já tivemos um FMI, sabe? Chamava-se Salazar. Nessa altura não era esta pouca-vergonha, todos a mamar. E havia respeito... Ouvi na rádio que amanhã o amigo já está no Ministério a bombar. Se chega cedo, arrisca-se a não encontrar ninguém. É uma corja que não quer fazer nenhum. Se fosse comigo era tudo prà rua. Gente nova é qu'a gente precisa. O meu filho, por exemplo, não é por ser meu filho, mas ele andou em Relações Internacionais e eu gostava de o encaixar. A si dava-lhe um jeitaço, ele sabe inglês e tudo, passa os dias a ver filmes. A minha mais velha também precisa de emprego, tirou Psicologia, mas vou ser sincero consigo: em Junho ela tem as férias marcadas em Punta Cana, com o namorado. Se me deixar o contacto depois ela fala consigo, ai fala, fala, que sou eu que lhe pago as prestações do carro... Bom, cá estamos. Um tirinho, como lhe disse. O quê, factura? Oh diabo, esgotaram-se-me há bocadinho. (daqui)