A culpa da crise é do PSD, Sócrates é o maior, Passos Coelho é que é um grande mentiroso e os partidos à esquerda não prestam. Cavaco devia era dar umas palmadas em Teixeira dos Santos. Parece uma troca de bocas infantis entre putos de 5 anos com pouca imaginação, mas não é. Eles chamam-lhe e estarão convencidos de que isto é política. A imprensa não vê nada de estranho na cena e chama aos dois grupos de garotos os partidos do “arco governativo”. Não encontro palavra melhor. Estamos bem fodidos, é o que é.
sábado, 9 de abril de 2011
E ainda há quem diga que os políticos são todos iguais
A emenda 3 ao “relatório Fernandes” (proposta por Miguel Portas, deputado do Bloco de Esquerda, em nome do grupo Esquerda Unitária Europeia, que defendia a alteração dos critérios de viagem de modo a que as deslocações aéreas inferiores a quatro horas fossem feitas em classe económica) acabou rejeitada pela maioria dos membros do Parlamento Europeu (por 402 votos contra,
Há 22 eurodeputados portugueses. Nove votaram a favor da emenda 3. Ou seja, estiveram ontem a favor do fim (com ressalvas) das viagens em primeira classe para deslocações inferiores a quatro horas. A saber: os três deputados do Bloco de Esquerda (Miguel Portas, Marisa Matias e Rui Tavares), os dois deputados da CDU (Ilda Figueiredo e João Ferreira) e quatro eurodeputados do PS (Luís Paulo Alves, Elisa Ferreira, Ana Gomes e Vital Moreira).
Contra esta emenda, ou seja, a favor da continuação das regalias de voos em executiva, estiveram sete eurodeputados sociais-democratas e dois eurodeputados socialistas. Do lado do PSD votaram contra os seguintes deputados: José Manuel Fernandes (o relator), Paulo Rangel, Regina Bastos, Carlos Coelho, Mário David, Maria do Céu Patrão Neves e Nuno Teixeira. Do lado do PS, votaram contra os socialistas Luís Manuel Capoulas Santos e António Fernando Correia de Campos.
A social-democrata Maria da Graça Carvalho não votou. Os dois eurodeputados do CDS-PP, Nuno Melo e Diogo Feio, também faltaram à votação. (Público)
O manifesto da geração junk à rasca
Clamam por "uma maioria inequívoca” composta pelos “principais partidos”. Traduzido por miúdos, o manifesto que 47 famosos conseguiram, com suor e lágrimas, fazer chegar à estampa do Expresso, mais não é do que a exigência dos amigos de uma geração à rasca unida em todo da reivindicação de estabilidade dos seus vínculos laborais, que querem prolongar até à eternidade. É bonito. Mas adivinham-se dificuldades. Remediados & poor têm-nos referenciados como junk da República. Reflexo dos serviços prestados à Nação, sente-se a pressão dos mercados de Norte a Sul. Por toda a parte, reina uma nervoseira incontida suscitada pelo downgrade da maioria dos postos de venda do país para “galerias de exposição de artigos de consumo frequentadas quase exclusivamente por tesos e moscas”. A geração junk tem justa causa e mil razões inequivocamente atendíveis para fazerem o favor devido.
(editado)
