sexta-feira, 25 de março de 2011

Um dia com muitos sorrisos e algumas trombas

A semana termina com um dia feliz nas escolas públicas portuguesas. No Parlamento, punha-se um fim a uma aberração. O sistema de avaliação de desempenho dos professores foi revogado. Comentaram comigo que, entre os sorrisos, viam-se “trombas”. Também nas escolas o socratismo foi capaz de fomentar os piores instintos e despertar o pidezeco que havia adormecido dentro de alguns. Aqueles que facilmente cederam aos apetites da ambição pessoal, os yes men and women e os lambe-botas não sorriam. Sentiam os poderzinhos que lhes foram dados pelo sistema a fugir-lhes da mão. E os olhares dos colegas que ficaram a saber quem eles são. Há sempre disto, assim reine a prepotência ou o totalitarismo. Às vezes esquece-se, outras, não. A maioria saberá recordar quem sempre foi contra o sistema hoje revogado e como se portou o PSD até saberem que há eleições para breve. Como diz um dos poucos adágios da minha predilecção, “quem queira ver o vilão, ponha-lhe o pau na mão”. Acrescentar-lhe-ia apenas um “ou fiquem quietinhos e deixem que outros lho ofereçam”.

E depois do responso da mamã...

Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, garantiu que Pedro Passos Coelho lhe jurou que as metas do programa de estabilidade acordado entre Portugal e a Zona Euro serão cumpridas caso o seu partido venha a liderar o próximo Governo. E parece que é esse o desejo dos portugueses. As políticas serão as mesmas. Os resultados serão os mesmos. As lamúrias serão as mesmas. Mudarão apenas os intérpretes. Queixas sobre José Sócrates já cansam. Os portugueses querem queixar-se de Passos Coelho.

/editado)