terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

®TudoBem Pictures presents: "Pedro, a pseudo-maravilha e o amigo Zé-o-Cumpridor"


Pedro Passos Coelho anunciou hoje a abstenção do PSD na “pseudo-moção de censura” do Bloco de Esquerda (BE) e avisou que este “ainda” é o tempo de o PS governar. “Se algum dia chegarmos à evidência que o Governo não cumpre aquilo a que se comprometeu, que há uma situação financeira de ruptura em Portugal, que o país está num impasse, num beco sem saída, então nós arranjaremos uma saída”, afirmou aos jornalistas.

E censurá-lo é infantilidade, teatro, irresponsabilidade, uma ameaça à estabilidade e o diabo a quatro

A crise chegou às farmácias: os portugueses estão a adquirir menos medicamentos e há cada vez mais pessoas a comprar fiado. Um sinal desta dificuldade acrescida é o crescimento da chamada dívida de curto prazo nas farmácias - que, no ano passado, aumentou entre 20 e 25 por cento, segundo adianta a maior associação do sector, a ANF. Todos eles são portugueses que vivem acima das suas posses. Há quem os censure por o fazerem. Há quem censure o caminho de cortes nos apoios sociais e incentivos ao desemprego e ao achatamento salarial que conduziu a que não tenham posses. E há quem censure a censura destes últimos.

®Portas Pictures apresenta... "O embaraço de um artista"

Portas diz que somos mal governados. Diz que o Governo está a conduzir o país para o abismo. Diz que as políticas do Governo são más. Mas o CDS vai abster-se de censurar o Governo. É que as sondagens dizem que ainda não é o momento ideal para o assalto ao poder. E ele, Portas, na necessidade de justificar o favor do seu partido para a manutenção do Governo que tanto critica, vai dizendo umas coisas. Desde logo, que a moção do Bloco é que foi um favor feito ao Governo. Que a sua sagacidade rapidamente percebeu que a moção que o Bloco apresentará no próximo mês “é que é um golpe de teatro”. Que os serviços secretos do seu partido o informaram de que, caso, juntamente com o PSD, aprovassem a moção, o Bloco se apressaria a retirá-la. E o seu teatrinho completa-se com a promessa velada de uma moção “à séria”. E “à séria”, nesta encenação, é made by CDS. Sobre política, sobre a situação dramática que se vive no país, sobre a vida dos portugueses, nem uma palavra. Estes brincalhões politiqueiros são cá uns artistas.