segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Que alegria que para aí vai

Como todas as que envolvem o BE, é uma notícia que está a fazer as delícias de muitos. Paulo Silva, membro da mesa nacional do Bloco de Esquerda, demitiu-se hoje em protesto pela decisão da comissão política e grupo parlamentar de apresentar uma moção de censura, que considerou um “profundo desrespeito” por este órgão. Eu também sou da opinião de que a moção deveria ter sido debatida. Não obstante, e cingindo-me à demissão, ela mostra mais uma diferença entre o que deve e o que não deve ser em política. Alguém que se demite por discordar é um gesto democrático que contrasta com a tradição dos agarrados ao tacho a que nos fomos habituando na vida política portuguesa. Isto seria o “normal”, se tivéssemos outra política. Talvez tivéssemos outro país. Ora, no BE, nunca nada é “normal”, sobretudo quando, como agora, ousam pôr o poder estabelecido a tremelicar. Nestas ocasiões, o BE até consegue algum destaque mediático. Divirtam-se.

Da ecologia da filial dos bons alunos

Reduzir os impostos sobre os carros importados em 2ª mão e majorar a redução para carros com mais de cinco anos é, simultaneamente, um incentivo a tornar Portugal o ferro-velho da Europa e mais um favor à holding Merkel & Sarkozy. Livrarem-se da sutata e, em cima disso, melhorarem as contas externas, parece-me um excelente negócio. Boa gestão.

O paraíso do esquema: enriquecer por conta

A maior parte das empresas sedeadas na Zona Franca da Madeira não têm qualquer funcionário. Ao todo são 2435 das 2981 entidades com morada fiscal no offshore da Região Autónoma da Madeira - 81,6% - que não têm qualquer trabalhador a seu cargo e que não pagam impostos ou pagam impostos reduzidos, de acordo com dados do Ministério das Finanças .