O coordenador da secção de Belém do PS que, no ano passado, acumulou ilegalmente o lugar de assessor camarário, com subsídios estatais de 41.100 euros destinados a criar uma empresa de construção civil e três postos de trabalho, incluindo o seu, ainda não regularizou a sua situação perante o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Dificuldades técnicas terão impedido a instauração do procedimento criminal aplicável a quem presta falsas declarações e tenta roubar o Estado. E o senhor assessor até diz que não devolve o dinheiro.
Dificuldades técnicas na concepção da legislação tributária aplicável à banca estarão na base de um aumento de lucros, insólito em tempos de crise, acompanhado de uma redução da sua tributação, uma excepção ao apertão fiscal que foi imposto a toda a restante economia, incluindo empresas que nem por sombras ostentam lucros semelhantes aos quase 4 milhões diários dos quatro maiores bancos nacionais.
Por dificuldades de ordem técnica, a repetição deste tipo de notícias continua a ter um impacto muito diminuto na alteração das intenções de voto da grande maioria dos portugueses.
