Sábado, 29 de Janeiro de 2011

Orelhas de Burro

Sérgio Godinho – “Às vezes, o amor”

Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

Simples

Será pacífico aceitar que é irracional manter duas escolas públicas abertas uma ao lado da outra. E o mesmo julgamento será válido se em vez de duas escolas públicas tivermos lado a lado uma escola pública e outra privada paga com dinheiros públicos. Ora, dos 94 colégios com cortes nos apoios, 20 têm uma alternativa do Estado do mesmo grau de ensino a menos de 1 km e só 18 escolas privadas, das 94 com contrato de associação com o Estado, ficam a mais de 15 quilómetros de uma pública com o mesmo grau de ensino. Apenas nestas últimas é válido o argumento de que não há alternativas estatais próximas e, mesmo nestas, apenas se justifica o seu financiamento público se nelas se verificar o critério número mínimo de alunos que levou ao encerramento de tantas escolas por todo o país. Não há grande volta a dar a esta questão. Há pais que querem manter os seus filhos nestes estabelecimentos de ensino. Aceita-se. Pagos com o seu dinheiro. Simples.

Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Enriquecimento de favor reconfirmado

A Comissão Europeia confirmou que o governo violou o direito comunitário na concepção técnica e na adjudicação directa de mais de um milhão de computadores dos programas de educação, mais conhecidos por Magalhães. Pagámos e pagamos quase todos nós.

Uma greve de direita

Pelo menos 45 a 50 escolas privadas com contrato de associação estavam fechadas ou sem qualquer actividade lectiva esta manhã, em protesto contra as alterações ao financiamento destes estabelecimentos, segundo dados divulgados ao PÚBLICO pelo movimento SOS Educação. Os contribuintes portugueses estão a pagar pelo funcionamento de estabelecimentos de ensino privados e estes não estão a cumprir com a contra-prestação pela qual recebem dinheiros públicos. “Grevistas” e “desordeiros”, diriam, naquele tom enjoado, os partidos da direita, caso estivéssemos a falar de escolas e funcionários do Estado. Mas estão envolvidos na questão interesses privados e quem protesta são empreendedores da sombra do Estado. Há que apoiá-los, demonstrar-lhes carinho. Que não lhes falte nada. Cortes? É no Estado. Pesa e oprime. Abaixo a subsídio-dependência.

E viva a equidade

O Ministério das Finanças, que veio exigir recentemente o cumprimento imediato dos cortes salariais nas empresas do Estado, recuou e vai permitir que as reduções só sejam aplicadas em Fevereiro. Na Administração Pública, sem excepções, os cortes foram aplicados já em Janeiro. O sector privado, como se sabe, felizmente não foi abrangido pelos cortes. Temos um país a três velocidades: cortados, não cortados e mais ou menos cortados mas ainda não cortados. Isto do lado dos cortados, porque há o outro lado, que é pago com o que sistematicamente se corta aos primeiros: benefícios fiscais à banca, aquisição de bens e serviços por ajuste directo à margem da lei a amigos, isenções fiscais a movimentos de capitais com paraísos fiscais e mais-valias urbanísticas decorrentes de habilidades administrativas, entre outras delícias. As sondagens indiciam que está tudo bem no Reino da Patagónia.

Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011

Ena, ena! Como nos países a sério.

O director-geral da Administração Interna e o director da Administração Eleitoral pediram a demissão na sequência dos problemas registados no passado domingo durante as eleições devido às dificuldades que milhares de eleitores tiveram em votar. Até parece como nos países a sério. Mas falta o Ministro.

De capital em capital


Mais de 20.000 pessoas protestaram ontem em várias cidades do Egipto, num "dia da ira" contra a pobreza e a repressão do regime do Presidente Hosni Mubarak, há três décadas no poder, inspiradas pela "revolução dos jasmins" que, na semana passada, fez cair o chefe de Estado na Tunísia, outra ditadura “amiga” elogiada pelo Ocidente. A chama da democracia anda a circular de capital em capital pelo islão. Tal como a França, que ofereceu ajuda ao ditador deposto na Tunísia, Hillary Clinton utiliza aquela expressão que tanto sucesso costuma fazer por cá para manifestar o seu apoio ao ditador amigo dos seus amigos israelitas: o Governo egípcio é “estável”. E, do lado da mesma estabilidade, em representação de todos os portugueses, José Sócrates receberá amanhã o líder da extrema-direita israelita. Cada capital escolhe o seu lugar na História.

Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011

Orelhas de burro (edição especial)


Tem-se ouvido, com cada vez mais insistência e em cada vez mais bocas, uma teoria segundo a qual é através do voto branco ou do voto nulo que os insatisfeitos exercem o seu protesto em relação ao “eles são todos iguais” e ao “eles querem é tacho”. Muito bem. Olhando para os resultados das eleições de Domingo passado, constata-se que Cavaco Silva se salvou de ir a uma segunda volta por 2,9 por cento (obteve 52,94 por cento) e que os votos brancos e nulos, que, como era sabido, não entrariam nestas contas, somaram 6,2 por cento. Ou seja, resulta claro que bastaria que metade destes intrépidos cidadãos não se tivesse encharcado na sua teoria da trampa e tivessem distribuído os seus votos por qualquer dos restantes candidatos e Cavaco Silva estaria agora aflito a contas com uma segunda volta. Cavaco Silva, na qualidade de principal beneficiário desta rebeldia militante, agradece-lhes o favor. Afinal, não andarão assim tão descontentes. Da nossa parte, para todos eles e para os que ficaram em casa, aqui lhes deixamos esta singela homenagem.

Não faltará alguém? Só 34 milhões?

Há dez acusados no processo das contrapartidas dos submarinos: três alemães e sete portugueses. Não há decisores políticos no grupo. O Ministério Público pede uma indemnização de quase 34 milhões de euros pelos danos que considera terem causado ao Estado português. O negócio envolveu mais de 1000 milhões.

Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011

Hoje, Cavaco, amanhã, Passos Coelho e Paulo Portas

A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) analisou a oferta do mercado, tendo chegado à conclusão de que "a maioria dos planos privados de saúde exigem prémios elevados dando pouco em troca". Os períodos de carência são uma das principais falhas apontadas pela entidade. "O consumidor paga a primeira anuidade, mas tem de esperar três meses para activar as coberturas (excepto em caso de acidente). Por vezes espera até mais: 12 meses para parto ou dois anos para extrair amígdalas."

Também a idade é um obstáculo. "Se contava contratar um seguro de saúde para assegurar as despesas durante a velhice, desengane-se. A maioria das companhias recusa clientes com 60 anos ou mais. Pior: se já tiver seguro, a partir dos 65 ou 70 anos, que é quando poderá precisar mais das coberturas, o mais certo é fecharem-lhe a porta", diz a Deco.

É o país dos portugueses que temos

A taxa de abstenção maior de sempre, acima dos 50 por cento, um Presidente eleito com o menor número de votos de todos os tempos, dois candidatos da auto-intitulada “anti-política”, seja lá o que isso for, com quase 20 por cento dos votos expressos e o número de brancos a triplicar. Não faltou sequer uma “campanha suja” cheia de “calúnias daquelas que passam à margem da timidez do nosso sistema de Justiça e sobre as quais os portugueses demonstraram maioritariamente prescindir das mais do que exigíveis explicações. Visivelmente, a democracia portuguesa está ainda mais doente. Este é o país dos portugueses que temos.

Sábado, 22 de Janeiro de 2011

Orelhas de Burro

Anaquim – “Lusíadas”

Período de reflexão

Sabendo que ele é filho da puta, tendo a certeza de que ele é mesmo um dos maiores filhos da puta que Portugal já conheceu, vais mesmo portar-te como um filho da puta capaz de lhe dar o teu voto? Deves ser mesmo imbecil, pá! Se ficares em casa, ainda és mais imbecil. Vais sujeitar-te à vontade de uma cambada de inconscientes filhos da puta e abdicar de dar o teu contributo para construir um – aquele! - país que nenhum imbecil filho da puta alguma vez fará por merecer: sem filhos da puta no poder. Portugal merece o melhor.

Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Perfil presidencial segundo a cultura Tuga

Cavaco Silva fez obras durante um ano na sua actual residência de Verão com a licença caducada e em desrespeito do processo inicialmente aprovado. As obras foram concluídas em Agosto de 1999, mas o então professor de economia e ex-primeiro-ministro só obteve a licença para fazer as obras de alteração a 30 de Novembro desse ano. Onze dias antes, porém, já tinha requerido a licença de utilização da moradia, a qual foi emitida, sem a necessária vistoria camarária prévia, a 3 de Dezembro. O acervo documental relativo ao imóvel reunido nos três volumes do processo camarário consultado pelo PÚBLICO mostra um conjunto de procedimentos marcado por sucessivas violações das normas legais em matéria urbanística.

Continuação: Cavaco Silva entregou a casa Mariani e recebeu a Gaivota Azul, cada uma avaliada pelo mesmo valor de 135 mil euros, em 1998. Mas só declarou, na troca, um "terreno para construção" [registado com o mesmo valor, 135 mil euros]. (...) Este tipo de permutas, entre imóveis do mesmo valor, estava isento do pagamento de sisa, o imposto que antecedeu o IMI, e vigorava à época. Mas a escritura refere, na página 3, que Cavaco Silva recebe um "lote de terreno para construção", omitindo que a vivenda Gaivota Azul, no lote 18 da Urbanização da Coelha, já se encontrava em construção há cerca de nove meses. (...) Não houve lugar a qualquer pagamento suplementar por parte de Cavaco Silva à Constralmada. A vivenda Mariani, mais pequena, e que na altura tinha mais de 20 anos, foi avaliada pelo mesmo preço da Gaivota Azul, com uma área superior (mais cerca de 500 metros quadrados), nova, e localizada em frente ao mar. (ler aqui)

Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

Sem Cavaco à 1ª, famílias em apuros

No dia em que os funcionários públicos começaram a receber os seus recibos de vencimento, já com os cortes decididos em 2010, que o anterior Presidente promulgou em tempo record, Cavaco diz que o próximo Presidente tem que estar “atento às injustiças na distribuição dos sacrifícios neste tempo de dificuldades”. O próximo Presidente, se for Cavaco, nada terá que ver com o anterior, o próprio Cavaco. Há um Cavaco a viver dentro de outro Cavaco. Um faz, sem nunca fazer. O outro está apenas atento, guardando toda essa atenção para si próprio: nunca dá explicações.

E para provar que continua bastante atento à sensibilidade de uma plateia ignorante permeável ao seu estar sem estar, ao seu fazer sem fazer lixiviante dos negócios mais sujos, Cavaco vai largando baboseiras em tom de ameaça. Alerta do dia:
uma segunda volta seria “desviar as atenções do essencial”. E “o “essencial” o que é, meu adorável povo? Às vezes, Cavaco é bem claro. Uma segunda volta provocaria “uma contracção do crédito e uma subida das taxas de juros, com as consequências para as empresas e famílias.”. Quanto aos efeitos de uma segunda volta sobre os juros, deve ser para rir. Ouve-se a voz do desespero. Mas concordemos quanto às famílias. Famílias Cavaco Silva, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Fantasia e as de tantos outros amigos que adivinham dificuldades caso haja uma segunda volta. Oremos, senhores!


Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011

Paguemos a casa ao Presidente

O senhor Absurdo

Foi um absurdo inadmissível ver polícias a agredirem à bastonada manifestantes que já desmobilizavam de uma concentração ordeira. Eram poucos, tudo tinha até aí decorrido na maior normalidade, mas nem as senhoras de idade ali presentes escaparam aos bastões da polícia. As fotos do incidente mostram um manifestante a tentar escapar a um polícia que o apertava pelo pescoço. Todos os candidatos à Presidência da República condenaram o acto. Todos, menos um: Cavaco Silva. Precisamente o Presidente em funções, aquele que jurou fidelidade a uma CRP que inclui o direito de reunião, afirma, pelo silêncio, total apoio ao Portugal trauliteiro. Motivo apresentado: ser o Presidente em funções. Outro absurdo. Cavaco personifica o absurdo.

Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011

Estabilidade, estabilidade...

Não há-de ficar-se por aqui. A espécie de revolução tunisina já pôs em fuga um ditador com, diz-se, uma tonelada e meia de ouro na bagagem e acabou por repor no poder, a ocuparem os principais e a maioria dos ministérios do governo de “transição”, figuras do regime corrupto que os manifestantes queriam ver no local mais apropriado para esse tipo de gente: a cadeia. Cheira-me que também andará por lá uma campanha negra movida contra um PR tão honesto quanto mudo. Pensando melhor, Bem Ali não faltou a nenhuma entrevista à rádio pública, onde poderia bem explicar o inexplicado e limpar a sujidade reclamada. Retiro o realce à sua mudez. Mas só à dele.

Sábado, 15 de Janeiro de 2011

Orelhas de Burro

Julieta Venegas – “Despedida” (2010)



Julieta Venegas – “Primer día”

Uma excelente notícia

Foi um golpe palaciano, mas o que o provocou foi a revolta dos tunisinos, que nem o discurso do Presidente Zine El Abidine Ben Ali, na quinta-feira à noite, a assegurar que não se recandidatava e a prometer reformas democráticas e o fim da censura, calou. Após 29 dias de revoltas de rua, a ditadura tunisina caiu, 23 anos depois. Esta sexta-feira os tunisinos saíram à rua em Tunes às dezenas de milhares. Em resposta, Ben Ali demitiu o Governo. Pouco depois, o Governo anunciava que o general estava “temporariamente incapacitado de exercer as suas funções”. Mais ou menos os termos usados por Ben Ali há 23 anos, quando afastou Habib Bourgiba no que ficou conhecido como “golpe de Estado médico”. É o primeiro ditador árabe desde Saddam Hussein a cair.

Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

Este é o Portugal português

Cavaco tomou parte no banquete dos milhões do BPN distribuídos ilicitamente que os portugueses são agora chamados a pagar. E os portugueses parecem não se importar. Cavaco teve o desplante de convidar e manter na sua comissão de honra, não apenas alguns convivas desse banquete, mas também de um outro, do BPP. Sabe que pode fazê-lo, a grande maioria não vê que ao dar poder ao Ali Babá das suas simpatias está também a dar poder aos 40 ou mais ladrões. Cavaco e alguns desses ilustres amigos têm casas perto uns dos outros numa urbanização muito especial em Albufeira, adquiridas saberão eles como: a escritura pública da casa do primeiro não se encontra na Conservatória. Finalmente, os portugueses manifestaram-se. Foi em Cantanhede. Contra a roubalheira? Contra o despudor? Contra a injustiça? Qual quê! Nada a ver com o saque abençoado e sim para “dar força” a alguém que, tudo o indica, foi o autor material de um crime com contornos macabros. É um filho da terra. Também é bom rapaz. Este é o Portugal português. Tirem as mãos dos filhos da terra. E dos adoráveis filhos da puta.

Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011

Mais um mimo

Depois da redução dos benefícios fiscais aos cidadãos portadores de deficiências, com a qual o socratismo fez questão de assinalar o ano Europeu da igualdade para todos, é agora a vez de pôr a mesma população a pagar 50 euros pelo atestado de incapacidade, até agora gratuito, obrigatório para ser abrangido pelos benefícios anteriormente encolhidos. Recordemos que a lógica da atribuição destes benefícios é a de uma compensação parcial de todas as despesas inerentes a ser-se portador de uma qualquer deficiência, despesas essas que a restante população felizmente não tem que enfrentar. E aqui está mais uma. 50 euros.

Explicação oficial: "são actos muito específicos que abrangem uma franja muito pequena da população ", tentou relativizar alguém da Direcção-Geral da Saúde. Pois é, só vai custar aos próprios. E a questão está precisamente aí: a insensibilidade social não encontra justificação nem sequer na racionalidade económica. O encaixe a obter é mínimo e vai sobrecarregar com novo encargo quem já tem que pagar do seu bolso uma parcela muito significativa da sua integração na sociedade. Ser portador de uma deficiência em Portugal ficou ainda mais caro. O caminho faz-se no sentido oposto ao de uma sociedade mais justa.

Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

Bocejo

Ontem, Manuel Alegre afirmou ter votado PS nas últimas eleições mas garantiu que não votou nas políticas seguidas pelo Governo PS, segundo ele, prejudiciais para o país que defende. Não faço ideia como raio é que pode votar-se num partido sem que esse voto seja também a expressão inequívoca de total apoio às políticas que desenvolve enquanto poder, mas noto que, se tivesse aquela habilidade, poderia bem acabar a votar em Cavaco Silva, o candidato que mais se aproxima do contrário de tudo o que defendo. Ou, pior ainda, até mesmo a votar num candidato que diz que defende uma coisa e vota em quem faz o seu contrário. Estas presidenciais estão a dar-me cá um soninho…

Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

Votar em Cavaco é...


Entre outros, ainda falta esclarecer o tal risco sistémico do banco que não podia falir porque senão saber-se-ia que era também através dele que dinheiros da Segurança Social circulavam para paraísos fiscais e enriqueciam saber-se-á um dia quem. E quanto.

Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011

Quando o telefone não toca

Os desempregados que deixem de ter dinheiro para pagar a conta do telefone vão deixar de pesar nas estatísticas. A recolha de informação para as estatísticas do emprego do INE deixará de ser presencial e passará a ser feita por telefone. O desemprego já começou a baixar.

Mais um feliz ano novo

Em 2010, o Governo, com o apoio do PSD, aprovou um corte nos salários dos funcionários públicos. Um corte que não os afectará apenas em 2011, como muita gente pensa. A redução vigorará para todo o sempre, ao longo de toda a carreira. Objectivo: poupar cerca de 500 milhões de euros por ano.

Em 2011, o mesmo Governo prepara-se para aprovar um aumento de capital da Caixa Geral de Depósitos. Objectivo: continuar a tapar o buraco do BPN, já de mais de 5 mil milhões de euros. Para além da autoria, há coincidência quer no montante em causa, 500 milhões de euros, quer na lógica do “sempre os mesmos a pagar e sempre os mesmos a lucrar”. Tirar
a uns para dar a outros. E os portugueses são um povo tão generoso.

Exemplificando, Cavaco Silva
foi um dos convivas da roda de amigos que se banquetearam com os proveitos que agora são distribuídos, com aquela moralidade tão sua e tão deles, sob a forma de sacrifícios pela pátria. Será reeleito, tudo o indica. Reeleito com votos de quem vai pagar sem nada ter lucrado com o banquete dos confrades vigaristas. Será um feliz 2011 para todos, uns mais ricos, outros mais pobres. Mas afinal o que é que isso importa? O importante é ser feliz. Estar pronto para ajudar.