Sábado, 29 de Janeiro de 2011
Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011
Simples
Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011
Uma greve de direita
E viva a equidade
Quarta-feira, 26 de Janeiro de 2011
Ena, ena! Como nos países a sério.
O director-geral da Administração Interna e o director da Administração Eleitoral pediram a demissão na sequência dos problemas registados no passado domingo durante as eleições devido às dificuldades que milhares de eleitores tiveram em votar. Até parece como nos países a sério. Mas falta o Ministro.
De capital em capital
Terça-feira, 25 de Janeiro de 2011
Orelhas de burro (edição especial)
Tem-se ouvido, com cada vez mais insistência e em cada vez mais bocas, uma teoria segundo a qual é através do voto branco ou do voto nulo que os insatisfeitos exercem o seu protesto em relação ao “eles são todos iguais” e ao “eles querem é tacho”. Muito bem. Olhando para os resultados das eleições de Domingo passado, constata-se que Cavaco Silva se salvou de ir a uma segunda volta por 2,9 por cento (obteve 52,94 por cento) e que os votos brancos e nulos, que, como era sabido, não entrariam nestas contas, somaram 6,2 por cento. Ou seja, resulta claro que bastaria que metade destes intrépidos cidadãos não se tivesse encharcado na sua teoria da trampa e tivessem distribuído os seus votos por qualquer dos restantes candidatos e Cavaco Silva estaria agora aflito a contas com uma segunda volta. Cavaco Silva, na qualidade de principal beneficiário desta rebeldia militante, agradece-lhes o favor. Afinal, não andarão assim tão descontentes. Da nossa parte, para todos eles e para os que ficaram em casa, aqui lhes deixamos esta singela homenagem.
Não faltará alguém? Só 34 milhões?
Há dez acusados no processo das contrapartidas dos submarinos: três alemães e sete portugueses. Não há decisores políticos no grupo. O Ministério Público pede uma indemnização de quase 34 milhões de euros pelos danos que considera terem causado ao Estado português. O negócio envolveu mais de 1000 milhões.
Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011
É o país dos portugueses que temos
A taxa de abstenção maior de sempre, acima dos 50 por cento, um Presidente eleito com o menor número de votos de todos os tempos, dois candidatos da auto-intitulada “anti-política”, seja lá o que isso for, com quase 20 por cento dos votos expressos e o número de brancos a triplicar. Não faltou sequer uma “campanha suja” cheia de “calúnias daquelas que passam à margem da timidez do nosso sistema de Justiça e sobre as quais os portugueses demonstraram maioritariamente prescindir das mais do que exigíveis explicações. Visivelmente, a democracia portuguesa está ainda mais doente. Este é o país dos portugueses que temos.
Sábado, 22 de Janeiro de 2011
Período de reflexão
Sabendo que ele é filho da puta, tendo a certeza de que ele é mesmo um dos maiores filhos da puta que Portugal já conheceu, vais mesmo portar-te como um filho da puta capaz de lhe dar o teu voto? Deves ser mesmo imbecil, pá! Se ficares em casa, ainda és mais imbecil. Vais sujeitar-te à vontade de uma cambada de inconscientes filhos da puta e abdicar de dar o teu contributo para construir um – aquele! - país que nenhum imbecil filho da puta alguma vez fará por merecer: sem filhos da puta no poder. Portugal merece o melhor.
Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011
Perfil presidencial segundo a cultura Tuga

Continuação: Cavaco Silva entregou a casa Mariani e recebeu a Gaivota Azul, cada uma avaliada pelo mesmo valor de 135 mil euros, em 1998. Mas só declarou, na troca, um "terreno para construção" [registado com o mesmo valor, 135 mil euros]. (...) Este tipo de permutas, entre imóveis do mesmo valor, estava isento do pagamento de sisa, o imposto que antecedeu o IMI, e vigorava à época. Mas a escritura refere, na página 3, que Cavaco Silva recebe um "lote de terreno para construção", omitindo que a vivenda Gaivota Azul, no lote 18 da Urbanização da Coelha, já se encontrava em construção há cerca de nove meses. (...) Não houve lugar a qualquer pagamento suplementar por parte de Cavaco Silva à Constralmada. A vivenda Mariani, mais pequena, e que na altura tinha mais de 20 anos, foi avaliada pelo mesmo preço da Gaivota Azul, com uma área superior (mais cerca de 500 metros quadrados), nova, e localizada em frente ao mar. (ler aqui)
Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
Sem Cavaco à 1ª, famílias em apuros
E para provar que continua bastante atento à sensibilidade de uma plateia ignorante permeável ao seu estar sem estar, ao seu fazer sem fazer lixiviante dos negócios mais sujos, Cavaco vai largando baboseiras em tom de ameaça. Alerta do dia: uma segunda volta seria “desviar as atenções do essencial”. E “o “essencial” o que é, meu adorável povo? Às vezes, Cavaco é bem claro. Uma segunda volta provocaria “uma contracção do crédito e uma subida das taxas de juros, com as consequências para as empresas e famílias.”. Quanto aos efeitos de uma segunda volta sobre os juros, deve ser para rir. Ouve-se a voz do desespero. Mas concordemos quanto às famílias. Famílias Cavaco Silva, Oliveira e Costa, Dias Loureiro, Fantasia e as de tantos outros amigos que adivinham dificuldades caso haja uma segunda volta. Oremos, senhores!
Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2011
O senhor Absurdo
Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011
Estabilidade, estabilidade...
Não há-de ficar-se por aqui. A espécie de revolução tunisina já pôs em fuga um ditador com, diz-se, uma tonelada e meia de ouro na bagagem e acabou por repor no poder, a ocuparem os principais e a maioria dos ministérios do governo de “transição”, figuras do regime corrupto que os manifestantes queriam ver no local mais apropriado para esse tipo de gente: a cadeia. Cheira-me que também andará por lá uma campanha negra movida contra um PR tão honesto quanto mudo. Pensando melhor, Bem Ali não faltou a nenhuma entrevista à rádio pública, onde poderia bem explicar o inexplicado e limpar a sujidade reclamada. Retiro o realce à sua mudez. Mas só à dele.
Sábado, 15 de Janeiro de 2011
Uma excelente notícia
Foi um golpe palaciano, mas o que o provocou foi a revolta dos tunisinos, que nem o discurso do Presidente Zine El Abidine Ben Ali, na quinta-feira à noite, a assegurar que não se recandidatava e a prometer reformas democráticas e o fim da censura, calou. Após 29 dias de revoltas de rua, a ditadura tunisina caiu, 23 anos depois. Esta sexta-feira os tunisinos saíram à rua em Tunes às dezenas de milhares. Em resposta, Ben Ali demitiu o Governo. Pouco depois, o Governo anunciava que o general estava “temporariamente incapacitado de exercer as suas funções”. Mais ou menos os termos usados por Ben Ali há 23 anos, quando afastou Habib Bourgiba no que ficou conhecido como “golpe de Estado médico”. É o primeiro ditador árabe desde Saddam Hussein a cair.
Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011
Este é o Portugal português
Cavaco tomou parte no banquete dos milhões do BPN distribuídos ilicitamente que os portugueses são agora chamados a pagar. E os portugueses parecem não se importar. Cavaco teve o desplante de convidar e manter na sua comissão de honra, não apenas alguns convivas desse banquete, mas também de um outro, do BPP. Sabe que pode fazê-lo, a grande maioria não vê que ao dar poder ao Ali Babá das suas simpatias está também a dar poder aos 40 ou mais ladrões. Cavaco e alguns desses ilustres amigos têm casas perto uns dos outros numa urbanização muito especial em Albufeira, adquiridas saberão eles como: a escritura pública da casa do primeiro não se encontra na Conservatória. Finalmente, os portugueses manifestaram-se. Foi em Cantanhede. Contra a roubalheira? Contra o despudor? Contra a injustiça? Qual quê! Nada a ver com o saque abençoado e sim para “dar força” a alguém que, tudo o indica, foi o autor material de um crime com contornos macabros. É um filho da terra. Também é bom rapaz. Este é o Portugal português. Tirem as mãos dos filhos da terra. E dos adoráveis filhos da puta.
Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011
Tal como aqui se leu: que bom, tão bom
A taxa de juro de 6,7 por cento a que o Governo colocou ontem Obrigações do Tesouro a dez anos no mercado é “pouco menos de ruinosa”, de acordo com o economista (*) Paul Krugman. Aquilo que o Governo português classificou ontem como “um sucesso atendendo às circunstâncias”, pela voz do ministro das Finanças, “diz alguma coisa sobre o desespero total da situação europeia”, na opinião de Krugman. (…) “Mais uns sucessos como este e a periferia europeia será destruída.”
(*) O jornalista do Público chama-lhe “economista liberal”. Deve ser para rir.
Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011
Mais um mimo
Depois da redução dos benefícios fiscais aos cidadãos portadores de deficiências, com a qual o socratismo fez questão de assinalar o ano Europeu da igualdade para todos, é agora a vez de pôr a mesma população a pagar 50 euros pelo atestado de incapacidade, até agora gratuito, obrigatório para ser abrangido pelos benefícios anteriormente encolhidos. Recordemos que a lógica da atribuição destes benefícios é a de uma compensação parcial de todas as despesas inerentes a ser-se portador de uma qualquer deficiência, despesas essas que a restante população felizmente não tem que enfrentar. E aqui está mais uma. 50 euros.
Explicação oficial: "são actos muito específicos que abrangem uma franja muito pequena da população ", tentou relativizar alguém da Direcção-Geral da Saúde. Pois é, só vai custar aos próprios. E a questão está precisamente aí: a insensibilidade social não encontra justificação nem sequer na racionalidade económica. O encaixe a obter é mínimo e vai sobrecarregar com novo encargo quem já tem que pagar do seu bolso uma parcela muito significativa da sua integração na sociedade. Ser portador de uma deficiência em Portugal ficou ainda mais caro. O caminho faz-se no sentido oposto ao de uma sociedade mais justa.
Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011
Que bom, tão bom
Números preliminares da execução orçamental apontam para um resultado melhor do que o esperado, vão desaparecer quase 50 mil postos de trabalho este ano em Portugal, o PIB recuará 1,3 por cento e o rendimento das famílias 2,4 por cento. A austeridade a produzir recessão. Quatro faces de uma mesma notícia, a “excelente notícia” dada por José Sócrates esta manhã e papagueada no mesmo tom de glória por toda a comunicação social. E os juros da dívida soberana, que desceram vertiginosamente quase 0,1 por cento em todos os prazos? O dia é mesmo de boas notícias. Juntos, havemos de conseguir.
Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
Bocejo
Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011
Votar em Cavaco é...
Entre outros, ainda falta esclarecer o tal risco sistémico do banco que não podia falir porque senão saber-se-ia que era também através dele que dinheiros da Segurança Social circulavam para paraísos fiscais e enriqueciam saber-se-á um dia quem. E quanto.
Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011
Quando o telefone não toca
Mais um feliz ano novo
Em 2010, o Governo, com o apoio do PSD, aprovou um corte nos salários dos funcionários públicos. Um corte que não os afectará apenas em 2011, como muita gente pensa. A redução vigorará para todo o sempre, ao longo de toda a carreira. Objectivo: poupar cerca de 500 milhões de euros por ano.
Em 2011, o mesmo Governo prepara-se para aprovar um aumento de capital da Caixa Geral de Depósitos. Objectivo: continuar a tapar o buraco do BPN, já de mais de 5 mil milhões de euros. Para além da autoria, há coincidência quer no montante em causa, 500 milhões de euros, quer na lógica do “sempre os mesmos a pagar e sempre os mesmos a lucrar”. Tirar a uns para dar a outros. E os portugueses são um povo tão generoso.
Exemplificando, Cavaco Silva foi um dos convivas da roda de amigos que se banquetearam com os proveitos que agora são distribuídos, com aquela moralidade tão sua e tão deles, sob a forma de sacrifícios pela pátria. Será reeleito, tudo o indica. Reeleito com votos de quem vai pagar sem nada ter lucrado com o banquete dos confrades vigaristas. Será um feliz 2011 para todos, uns mais ricos, outros mais pobres. Mas afinal o que é que isso importa? O importante é ser feliz. Estar pronto para ajudar.
