terça-feira, 27 de dezembro de 2011

A saída possível: antes mentir em campanha do que ir parar à prisão

O plano de resgate financeiro da Madeira, que envolve um empréstimo cujo valor Alberto João Jardim não quis revelar, implica a transferência da gestão da dívida pública da Madeira para o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, proibindo a região de mais endividamento. A Madeira perde também as competências administrativas dos Assuntos Fiscais que são transferidos para a Autoridade Tributária e Aduaneira. O presidente do governo madeirense nega que as medidas traduzam o fim da autonomia da região: “É o acordo possível, mas sem este acordo seria pior porque estava em causa a sustentabilidade da dívida pública”, declarou Jardim ao anunciar, esta tarde, a Carta de Intenções enviada no dia 23 ao primeiro-ministro para obter a assistência financeira do Governo da República e os termos do contrato de financiamento intercalar.


E cá estamos nós, novamente, diante de uma situação em que se constata ter havido alguém que sefez eleger através de um contrato eleitoral que sabia à partida nunca iria cumprir. Voltamos também a verificar que, diante de um problema que, porque a cidadania não o solucionou, caberia à Justiça resolver, a solução adoptada passa por uma fórmula austeritária que, ao mesmo tempo que sacrifica um povo que não quis utilizar o voto para mudar o seu destino, enclausura a Madeira numa ultra-periferia da Europa moralizada pelo sacrifício dos seus habitantes.


Mas o jardinismo fica, juntamente com a austeridade. E não haverá desenvolvimento possível sem investimento público, tal como não haverá investimento público que produza desenvolvimento com Alberto João Jardim no poder. Pode ser que algum dia se perceba, sobretudo os madeirenses, que o problema não era investimento público a mais, era mau investimento público, e que apenas com uma classe política de palavra e descomprometida com enriquecimentos espontâneos será possível trazer para a região o desenvolvimento que os madeirenses ainda não fizeram por merecer..

1 comentário:

Teofilo M. disse...

Apesar de tudo este pândego do Jardim consegue à custa da ileteracia madeirense levar a água ao seu moinho.