quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Quem manda aqui

Segundo as apregoadíssimas leis de mercado deles, que nunca falham, sobrevivem as empresas capazes de gerar lucros para se manterem e, por antagonismo, morrem todas as que gerem proveitos insuficientes para justificar a sua existência. Pelo contrário, segundo a prática deles, os Estados europeus já gastaram seis vezes mais em ajudas aos bancos do que gastaram em resgates das dívidas soberanas, 1,6 biliões de euros contra 270 mil milhões de euros, que é para não referir a ajuda concedida pela via Merkozyiana que impede o Banco Central europeu de emprestar directamente aos Estados, proporcionando, assim, lucros fabulosos ao intermediário sector financeiro. O absurdo da não nacionalização do sector financeiro ditado pelas leis que, segundo eles, deveriam reger tudo, explica-se por um poder nascido à margem da democracia que, ainda assim, os povos vão tolerando, permitindo que as suas conquistas sociais sejam terraplanadas para suportar a voracidade deste poder económico que se sobrepõe ao poder democrático.


E existe ainda outro argumento que, só por si, justificaria por inteiro a nacionalização do sector financeiro: as consequências da falência de um banco não se confinam ao perímetro das suas paredes. Pelo contrário, provoca ondas de choque por toda a economia. A economia que, porque é de todos, é à democracia que pertence. Não foi a democracia que nos pôs a trabalhar para eles.

1 comentário:

Anónimo disse...

Está à venda por 40 milhões de euros um banco com 233 balcões e sem dívidas, o mesmo cuja limpeza do passivo nos custou mais de 6000 milhões de euros