quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Qual produtividade

O Tribunal da Relação de Coimbra condenou os proprietários de uma loja de Aveiro a pagar 6.500 euros a uma trabalhadora que obrigou a cumprir o horário laboral sentada virada para a parede e sem nada fazer. É também este género de produtividade, tão bem fomentada por esta sub-espécie não invulgar de “empresário”, que vai ser revolucionada através do sacrifício da nossa identidade histórica, pelo roubo de meia hora de trabalho diário não pago e pela redução das indemnizações por despedimento sem justa causa. Aliás, pela cartilha de "democratização da economia nacional" Coelho-Portas, estar mal sentada contra a parede, sei lá, num ângulo desfavorável para a empresa, poderia bem ser considerada uma causa “atendível”.

2 comentários:

Maria João Brito de Sousa disse...

Raramente fico sem palavras, como agora. Deixo registo.

Vítor Fernandes disse...

Ele estava acostumado a na escola primária ficar virado para parede com orelhas de burro (desculpe roubar-lhe o burro).