terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Estado, esse papão

O Ministério da Justiça devia em finais de Novembro 9,8 milhões de euros a uma sociedade anónima de capitais públicos pertencente ao universo da Parpública, a holding que gere parte do património do Estado. Reza a explicação oficial que a dívida do Estado ao próprio Estado – zero? – resulta do facto de o ministério não ter ainda desocupado o Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), vendido em 2006 por 62,3 milhões de euros a uma empresa do grupo Parpública e de nos últimos anos não ter tido capacidade financeira para pagar a renda mensal, que custa à tutela cerca de 220 mil euros por mês. Porém, olhando para o número e para a área em causa, que valerá muito, mas mesmo muito mais do que os 62,3 milhões, até um atrasado mental imediatamente identifica mais uma daquelas negociatas que põe o património público ao dispor de uma máfia que nem precisa de grande imaginação para enriquecer à custa de todos nós: ninguém se chateia e a Justiça colabora.


Moral da história: o Estado, e não estes senhores do arco da corrupção, é um cancro para as finanças públicas. Como tal, acabe-se com o Estado, venda-se tudo ao desbarato, mas mantenha-se o arco. Necessitamos deles para nos dizerem que vivemos acima das nossas possibilidades e para nos mandarem emigrar.

1 comentário:

Teofilo M. disse...

A isto chamo eu brincar às contas!