terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Aulas práticas sobre voto útil: confiança

Numa audição no Parlamento na Comissão Eventual de Acompanhamento das Medidas do Programa de Assistência Financeira a Portugal, Vítor Gaspar explicou que, com as medidas extraordinárias tomadas este ano, o défice orçamental “ficará na casa dos 4%”, em vez dos 5,9% previsto. Primeira mentira: sempre havia a tal “almofada” que garantiram não existir para roubar metade do subsídio de Natal deste ano. O argumento bizarro da “situação de emergência” que serviu ao Tribunal Constitucional também cai por terra.


O ministro das Finanças afirmou também que os cálculos do Governo sugerem que “não há qualquer necessidade de medidas adicionais de austeridade” e salientou que a questão será discutida em detalhe no âmbito do orçamento rectificativo do próximo ano. Segunda mentira. No mesmo dia, o Governo anunciou a necessidade de tornar os despedimentos quase gratuitos já em 2012, outra pedrada na Constituição que consagra a garantia de segurança no emprego no seu artigo 53º.


Sem comentários: