quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Diplomacia para o que interessa

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia anunciaram mais sanções ao Irão sem chegar, no entanto, a um embargo ao petróleo iraniano, que era defendido pelo Reino Unido e França. O anedotário da diplomacia europeia continua a ser enriquecido por esta espécie de chico-espertismo que nos representa.


O contra-ponto a esta diplomacia de interesses, quer nos valores e princípios que encerra, quer no boicote à sua divulgação, sintomático do alinhamento da generalidade dos média europeus a um jogo de percepções bastante viciado, vem novamente da Islândia: foi o primeiro país europeu a reconhecer a Palestina como estado independente e soberano. Temos mais um motivo para invejá-los. Assim o quiséssemos, como os islandeses quiseram, e também o mundo seria bem melhor.


Quanto a nós, portugueses, seria importante que percebêssemos que foi precisamente quando a nossa diplomacia perdeu qualquer identidade, para se tornar apenas mais uma entre muitas, que a nossa dimensão enquanto país encolheu para aquém das nossas limitações territoriais. Termo-nos prostituído aos interesses dos grandes países não nos trouxe rigorosamente mais nada do que vergonha em doses incompatíveis com a História do nosso orgulho.

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