segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

"Democratizar a economia": a "democratização" deles

1. Ou prescindem do subsídio de Natal e aceitam um corte adicional de 20% nos salários do próximo ano, ou o negócio fecha portas dentro de seis meses. Foi nestes termos que a administração de uma empresa da região de Lisboa e Vale do Tejo se dirigiu, no início de Dezembro, aos seus cerca de cem trabalhadores.Na última segunda-feira do ano, o Jornal de Negócios resume uma das certezas de 2012: "no novo ano haverá menos emprego em Portugal, mas mais horas de trabalho para quem tiver emprego. Tudo isto por menos dinheiro, tanto através dos salários, como no apoio a quem estiver desempregado".


2. Mais de um milhão de pessoas vai perder a isenção total no acesso aos cuidados de saúde e passará a ter isenção apenas parcial já a partir do próximo ano. A redução das isenções é assumida pelo Governo no documento da segunda revisão do cumprimento do programa de ajustamento em Portugal, apesar de o discurso governamental dos últimos meses apontar para um aumento das isenções.


3. A redução do valor do subsídio de desemprego vai obrigar os futuros desempregados a aceitar salários mais baixos. Este é um dos efeitos indirectos do novo valor máximo de 1.048 euros (em vez de 1.258 euros), bem como da norma que prevê a redução do valor da prestação em 10% a partir dos primeiros seis meses.


4. Os cinco helicópteros ao serviço do INEM custam dez milhões de euros por ano, mas três deles poderão deixar de trabalhar à noite, segundo o presidente deste organismo. Em média, os helicópteros do INEM, que só são utilizados para os casos mais extremos e para socorrer quem vive longe dos hospitais, efectuam meia saída por dia, um quarto de saída por noite. Fazendo as contas, a poupança de três milhões de euros num ano poderá custar ao país 3 mortos em cada 4 noites , num total estimado de 275 pessoas que ficarão sem assistência. A medida fixa o preço da morte em cerca de 11 mil euros. Recorde-se que a celeridade da assistência proporcionada pela existência de helicópteros foi um dos argumentos para encerrar urgências.


5. Os pensionistas que recebam mais de uma pensão cujo valor supere os 246 euros poderão ver estas prestações congeladas no próximo ano, de acordo com as novas formas de cálculo que o Governo aplicará para a actualização das reformas e dos cortes nos subsídios de Natal e de férias.

1 comentário:

Rui Ratão disse...

CABRÕES!

Estes filhos da puta fazem o pseudo-engenheiro parecer um médico sem fronteiras.